Trabalho por app sustenta rotina urbana e expõe desigualdades
Jornadas extensas, renda instável e falta de proteção social
Por: Redação
04/09/2026 • 17:00 • Atualizado
Cerca de 2 milhões de brasileiros trabalharam por meio de aplicativos em 2025, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (4). O número corresponde a 1,9% do total de pessoas ocupadas no país. A pesquisa considerou trabalhadores com 14 anos ou mais que utilizam plataformas digitais para realizar serviços de transporte e entrega.
Do total, aproximadamente 1,2 milhão atuavam no transporte de passageiros, representando 58,9% dos trabalhadores de plataformas. Entre eles, cerca de 1,1 milhão utilizavam aplicativos como Uber e 99, enquanto outros 232 mil trabalhavam exclusivamente por meio de aplicativos de táxi. A maior parte dos trabalhadores plataformizados atuava por conta própria.
O levantamento também aponta diferenças nas condições de trabalho. Em geral, os trabalhadores de aplicativos apresentaram jornadas semanais mais longas do que outros trabalhadores do setor privado e, em determinadas atividades, receberam valores diferentes por hora trabalhada. Entre os motociclistas de aplicativos, por exemplo, a jornada média chegou a 44,9 horas semanais.
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Entre os motoristas de aplicativos, o número chegou a 905 mil trabalhadores em 2025, um crescimento de 9,8% em relação ao ano anterior e de 26% em três anos. Os dados mostram a expansão do trabalho mediado por plataformas digitais no país e ajudam a traçar um panorama das condições de renda e jornada de quem depende desses aplicativos para trabalhar.
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