PGR pede arquivamento de investigação sobre joias sauditas
Procuradoria afirma que falta regra clara sobre presentes a presidentes
Por: Redação
05/03/2026 • 11:31
A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (5), o arquivamento do inquérito que investigava o ex-presidente Jair Bolsonaro por suspeita de desvio e venda de joias recebidas como presentes do governo da Arábia Saudita.
No pedido, a PGR argumenta que a legislação brasileira não define de forma precisa qual deve ser o destino de presentes entregues a presidentes da República. Para o órgão, essa ausência de regras específicas impede que a situação seja enquadrada como crime.
O caso veio à tona após um conjunto de joias, incluindo anel, colar, relógio e brincos com diamantes, ser apreendido pela Receita Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Posteriormente, os itens foram encaminhados à Polícia Federal, que abriu investigação em 2024.
Reprodução/ TV Globo
Durante as apurações, a Polícia Federal indicou que o ex-presidente teria movimentado cerca de R$ 6,8 milhões com a venda de presentes recebidos de autoridades estrangeiras.
Além de Bolsonaro, também foram indiciados pessoas próximas a ele, como o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, o tenente-coronel Mauro Cesar Lourena Cid, além de Fabio Wajngarten e Frederick Wassef, que atuavam como advogados da família do ex-presidente.
Segundo a investigação, essas pessoas teriam participado da logística para transporte e negociação das joias no exterior. Com o pedido da Procuradoria, caberá agora ao Supremo Tribunal Federal decidir se a investigação será ou não arquivada.
Relacionadas
