Governo terá que explicar suposta base chinesa citada em relatório dos EUA
Ministério da Defesa foi acionado pela Câmara para esclarecer denúncia envolvendo Salvador
Por: Redação
05/03/2026 • 08:43
Uma suspeita envolvendo a presença chinesa no Brasil acabou chegando ao Congresso Nacional. O Ministério da Defesa deverá prestar esclarecimentos à Câmara dos Deputados do Brasil após parlamentares pedirem explicações sobre um relatório produzido pelo Congresso dos Estados Unidos que menciona a existência de uma suposta base ligada à China em Salvador.
O documento, citado pela revista Veja, recebeu o nome de “Estação Terrestre de Tucano” e analisa a expansão da presença chinesa na América Latina. No texto, congressistas norte-americanos afirmam monitorar a relação entre Brasil e China e apontam que haveria uma estrutura com possível uso estratégico funcionando na capital baiana.
Estrutura estaria ligada a empresa do setor espacial
Segundo o relatório, a instalação mencionada estaria associada à empresa Ayla Space, que atua no segmento aeroespacial. A suspeita levantada no documento é de que projetos civis ou comerciais possam estar sendo utilizados como cobertura para ampliar a capacidade chinesa de monitoramento espacial.
Trecho do relatório afirma que a República Popular da China estaria expandindo sua infraestrutura tecnológica fora do território asiático para fortalecer a chamada Consciência de Domínio Espacial, conceito ligado à capacidade de rastrear e monitorar atividades no espaço.
Congresso cobra explicações do governo
Diante da repercussão, deputados aprovaram um pedido formal de esclarecimentos ao Ministério da Defesa. A solicitação foi apresentada pelo parlamentar Luiz Philippe de Orleans e Bragança, integrante da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional.
O objetivo é que o governo brasileiro detalhe se há ou não qualquer tipo de instalação com uso militar ou estratégico operando em Salvador, além de esclarecer a natureza das atividades desenvolvidas pela empresa citada no relatório.
Até o momento, o Ministério da Defesa ainda não se pronunciou publicamente sobre o caso. A situação, no entanto, adiciona um novo capítulo ao debate sobre presença internacional em setores sensíveis, como tecnologia espacial e infraestrutura estratégica no Brasil.
