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PF abre processo e Eduardo Bolsonaro pode perder cargo por faltas

Corregedoria da PF apura ausências injustificadas após cassação do mandato

Por: Redação

31/01/202609:11Atualizado

A Corregedoria da Polícia Federal no Rio de Janeiro instaurou, na última terça-feira (27), um processo administrativo disciplinar sumário contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por faltas injustificadas ao serviço. A apuração pode resultar na perda do cargo de escrivão da PF em Angra dos Reis, no litoral fluminense.

Foto PF abre processo e Eduardo Bolsonaro pode perder cargo por faltas
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Segundo a PF, o processo investiga a ausência por mais de 30 dias consecutivos, sem qualquer justificativa formal, após a cassação do mandato de deputado federal, ocorrida em 18 de dezembro de 2025. Desde então, as faltas vêm sendo registradas no sistema da corporação como injustificadas, a partir de 19 de dezembro.

Um decreto publicado no Diário Oficial da União, em 2 de janeiro, determinou o retorno imediato de Eduardo Bolsonaro ao cargo efetivo na PF, na lotação de origem, no Rio de Janeiro. A medida tinha caráter administrativo, voltada à regularização da situação funcional, e alertava que o não cumprimento poderia gerar sanções disciplinares.

 

Cargo com alto salário

 

Eduardo Bolsonaro ocupa o cargo de escrivão da Polícia Federal, carreira com salário inicial de R$ 14.164,81, podendo chegar a R$ 21.987,38 ao fim da progressão funcional. A determinação de retorno ao posto ocorreu justamente após a perda do mandato parlamentar.

Desde fevereiro de 2025, Eduardo vive nos Estados Unidos, onde se define como “autoexilado”. Ele afirma ser alvo de perseguição do Supremo Tribunal Federal (STF) e diz não haver “normalidade democrática” no Brasil, argumento usado para justificar a ausência.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-deputado reagiu à ordem da PF e afirmou que não retornaria ao cargo. “Que façam o que bem entender com meu concurso público”, declarou, ao dizer que não se submeteria à corporação. Eduardo também afirmou que pretende lutar para manter o vínculo funcional, citando possíveis perdas como aposentadoria, porte de arma e arma funcional.