“Perseguição política”, diz Ciro Nogueira após operação sobre Banco Master
Senador reage a ação da Polícia Federal que apura suposta "mesada"
Por: Redação
08/05/2026 • 18:30 • Atualizado
O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, se posicionou nesta quinta-feira (7) após ser alvo de mandados na quinta fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF). A ação investiga possíveis fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
Nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a investigação tem motivação política e comparou o episódio a outros períodos eleitorais. Ele também disse que o caso surge em um momento sensível de disputa eleitoral no país.
“Todo ano político é a mesma coisa. Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos”, declarou o senador, que é pré-candidato à reeleição no Piauí.
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A operação cumpriu mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Piauí. Por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), também houve bloqueio de R$ 18,85 milhões em bens ligados ao parlamentar.
Ligação com Daniel Vorcaro
De acordo com a investigação da Polícia Federal, há suspeita de que Ciro Nogueira teria recebido vantagens indevidas do banqueiro Daniel Vorcaro, em forma descrita no inquérito como uma “mesada”, em troca de apoio a interesses do banco no Congresso. O senador nega as acusações.
Em sua defesa, ele criticou o impacto do caso sobre sua imagem e questionou o desfecho das acusações. “Quem devolve a honra de uma pessoa depois de um ataque tão maligno e sem fundamentos como esse?”, afirmou. O político ainda disse já ter enfrentado situações semelhantes em eleições passadas e agradeceu manifestações de apoio recebidas após a operação.
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