Operação mira esquema de R$ 15 milhões ligado ao BRB
Polícia investiga lavagem de dinheiro, corrupção e uso irregular de contas
Por: Redação
07/05/2026 • 19:00
A Polícia Civil do Distrito Federal (PC-DF) deflagrou, nesta quinta-feira (7), a Operação Insider, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo funcionários do Banco de Brasília (BRB), empresários e um servidor público federal. Segundo as investigações, cerca de R$ 15 milhões teriam sido movimentados de forma irregular.
Os nomes dos investigados não foram divulgados pelas autoridades. Entre os alvos estão dois funcionários do banco, suspeitos de facilitar operações financeiras consideradas atípicas dentro da instituição.
Mandados são cumpridos em três estados
Ao todo, 17 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos no Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo. A ação ocorre com apoio do Ministério Público do DF e da Polícia Civil fluminense.
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A Justiça também autorizou o bloqueio de aproximadamente R$ 15 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados, além da restrição de transferência de oito veículos de luxo e um imóvel localizado no Distrito Federal.
De acordo com a Polícia Civil, já foram identificadas movimentações bancárias entre os suspeitos, incluindo transferências feitas por meio de empresas vinculadas ao grupo investigado. Os agentes também apuram possíveis tentativas de ocultação patrimonial através da compra de bens de alto valor e circulação fracionada de recursos.
Investigação alcança operações da BRB DTVM
Outro ponto apurado pelas autoridades envolve possíveis irregularidades em operações estruturadas dentro da BRB DTVM, distribuidora de títulos e valores mobiliários ligada ao banco.
O próprio BRB informou que identificou movimentações suspeitas e comunicou os órgãos de controle e investigação. Segundo o banco, as operações teriam ocorrido com o aval do gerente de uma das agências da instituição financeira.
Caso sejam condenados, os investigados poderão responder por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Somadas, as penas podem chegar a 30 anos de prisão.
Caso acontece em meio à crise do BRB
A nova operação surge em meio à crise institucional enfrentada pelo BRB após a repercussão da Operação Compliance Zero, iniciada pela Polícia Federal em novembro de 2025.
As investigações apontaram um esquema fraudulento ligado ao antigo Banco Master, controlado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O BRB teria adquirido bilhões em créditos financeiros da instituição, operação que gerou prejuízos bilionários.
Na época, técnicos do banco recomendaram que a negociação não avançasse. O caso acabou resultando no afastamento e posterior prisão do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
Também nesta quinta-feira, a Polícia Federal deflagrou a quinta fase da Operação Compliance Zero, tendo como um dos alvos o senador Ciro Nogueira (PP-PI), além de familiares e pessoas ligadas ao esquema investigado.
