17 presidentes da OAB pedem apuração sobre caso Moraes e Vorcaro
Seccionais defendem investigação após mensagens do banqueiro ao ministro
Por: Redação
08/09/2026 • 18:30
Dezessete das 27 seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) se manifestaram sobre a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e mensagens atribuídas ao fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. As manifestações ocorreram após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de um relatório com as mensagens, na terça-feira (1º).
A OAB Nacional, presidida por Beto Simonetti, defendeu uma “apuração rigorosa e isenta de todos os fatos”. Entre as seccionais, Paraná e Rio Grande do Sul adotaram as posições mais duras: pediram o afastamento de Moraes e a suspeição do procurador-geral da República, Paulo Gonet, também citado nas mensagens. Outras unidades, como Ceará, Minas Gerais, Amazonas, Espírito Santo, Goiás, Pará, Rondônia e Santa Catarina, defenderam investigações rigorosas, independentes ou transparentes.
Na Paraíba, a entidade também questionou a competência criminal do STF e a continuidade de inquéritos que, segundo a nota, poderiam representar “exercício de arbítrio”. Já Mato Grosso e Mato Grosso do Sul destacaram a necessidade de esclarecimento dos fatos e de uma apuração rápida, com respeito ao devido processo legal. Bahia e Rio Grande do Norte reproduziram a nota da OAB Nacional, enquanto Acre, Alagoas, Amapá, Distrito Federal, Maranhão, Piauí, Roraima, Sergipe, São Paulo e Tocantins não haviam se manifestado até a publicação da reportagem.
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Simonetti convocou uma reunião extraordinária para esta quarta-feira (9) para discutir a crise. Na mesma data, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, cancelou o encontro que teria com representantes da OAB. O episódio deve ser debatido pela entidade diante das diferentes posições apresentadas pelas seccionais.
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