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Polícia faz buscas em mansão Royal Lodge ligada ao príncipe Andrew

Ex-integrante da família real britânica é investigado por suspeita de má conduta em cargo público

Por: Redação

20/02/202610:07

Agentes da polícia britânica realizaram, na manhã desta sexta-feira (20), uma operação de busca na mansão Royal Lodge, situada em Windsor Great Park, na Inglaterra, residência associada ao ex-príncipe Andrew. A diligência integra uma investigação em curso que apura suspeitas de má conduta no exercício de função pública.

Foto Polícia faz buscas em mansão Royal Lodge ligada ao príncipe Andrew
Foto: Reprodução/ X

A informação foi inicialmente divulgada pela BBC e confirmada pela Polícia do Vale do Tâmisa, responsável pelo inquérito. Em nota, a corporação declarou que a ação está relacionada a uma apuração em andamento e segue os procedimentos previstos.

Segundo o Conselho Nacional de Chefes de Polícia do Reino Unido, a medida adotada está “em conformidade com a prática de rotina” em casos dessa natureza.

Investigação

Na quinta-feira (19), Andrew foi detido por cerca de 11 horas para prestar esclarecimentos às autoridades. Ele foi liberado no mesmo dia, sem que fossem formalizadas acusações até o momento. A polícia não divulgou detalhes sobre o conteúdo dos questionamentos feitos durante o interrogatório.

As suspeitas envolvem o período em que o príncipe atuou como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional, entre 2001 e 2011. As investigações analisam a possibilidade de que ele tenha compartilhado informações consideradas sensíveis com o empresário Jeffrey Epstein, com quem manteve relacionamento público ao longo dos anos.

De acordo com a legislação britânica, eventuais crimes relacionados à má conduta em cargo público podem resultar em penas severas, incluindo prisão. Até agora, não há confirmação de novas detenções nem apresentação de denúncia formal.

Além da Royal Lodge, outras propriedades ligadas ao príncipe também foram alvo de buscas, entre elas sua atual residência em Sandringham. O caso é tratado como inédito envolvendo um membro da família real britânica e segue sob investigação das autoridades.