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Ex-príncipe Andrew é preso no Reino Unido

Polícia investiga suposto repasse de informações confidenciais a Jeffrey Epstein

Por: Redação

19/02/202611:18Atualizado

Andrew Mountbatten-Windsor, irmão mais novo do rei Charles III, foi preso nesta quinta-feira (19) no Reino Unido sob suspeita de má conduta em cargo público. A detenção ocorre no contexto de uma investigação conduzida pela Polícia do Vale do Tâmisa.

Foto Ex-príncipe Andrew é preso no Reino Unido
Foto: Reprodução/X

Segundo autoridades britânicas, um homem na faixa dos 60 anos foi preso sob suspeita do crime, mas a identidade não foi oficialmente divulgada “em conformidade com as diretrizes nacionais”. A investigação apura alegações de que Andrew teria repassado documentos confidenciais do governo ao financista norte-americano Jeffrey Epstein,  conforme arquivos recentemente tornados públicos pelo governo dos Estados Unidos.

Andrew, que é o segundo filho da falecida Elizabeth II, sempre negou irregularidades relacionadas a Epstein. Ele já declarou que lamenta a amizade mantida com o empresário, mas não comentou as novas revelações até a última atualização desta reportagem.

Ex-duque de York, Andrew deixou de exercer funções oficiais da monarquia e renunciou aos títulos militares e patrocínios reais após a repercussão de controvérsias envolvendo sua relação com Epstein. Atualmente, ele ocupa a nona posição na linha de sucessão ao trono britânico.

A investigação também analisa a possível troca de informações sobre viagens oficiais realizadas por Andrew quando atuava como representante especial do Reino Unido para comércio e investimentos internacionais, cargo que exerceu entre 2001 e 2011. Entre os destinos citados estão Vietnã, Hong Kong, China e Singapura, cujos detalhes poderiam envolver negociações consideradas confidenciais à época.

Além disso, autoridades britânicas apuram denúncias relacionadas a supostos encontros promovidos por Epstein envolvendo Andrew. O ex-príncipe nega ter conhecimento ou envolvimento em atividades ilegais associadas ao financista, que morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento nos Estados Unidos por acusações de tráfico sexual.

Em nota oficial, o rei Charles III afirmou ter recebido a notícia com “profunda preocupação” e declarou que não comentará detalhes por se tratar de investigação em andamento. “A lei deve seguir seu curso”, disse o monarca, acrescentando que a família real apoiará o trabalho das autoridades competentes.