Marco Rubio afirma que EUA vão priorizar combate ao terrorismo de esquerda
Secretário de Estado defendeu ofensiva internacional contra grupos que classificou como ameaça ao Ocidente
Por: Domynique Fonseca
21/07/2026 • 09:50 • Atualizado
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, recebeu na última quinta-feira (16), em Washington, representantes de governos de mais de 60 países para uma reunião ministerial voltada ao combate do "ressurgimento do terrorismo político de esquerda". Durante o encontro, Rubio afirmou que os Estados Unidos passarão a concentrar os esforços internacionais de combate ao terrorismo em grupos classificados pelo governo americano como de extrema-esquerda.
Em seu discurso, Rubio sustentou que a violência praticada por esses grupos tem sido negligenciada pela comunidade internacional e classificou o chamado "radicalismo de esquerda" como uma ameaça à civilização ocidental.
"Este é um mal distinto e único. Sempre foi movido por um ódio à civilização. É uma revolta do pior contra o melhor, do mal contra aquilo que é forte e bom", afirmou.
Ao longo da fala, o secretário associou diferentes correntes ideológicas ao que chamou de "esquerdismo radical", citando movimentos anticapitalistas, anti-imperialistas, comunistas, anarquistas e marxistas.
"Eles podem usar diversos slogans e ideologias. Podem se chamar anticapitalistas, anti-imperialistas, comunistas, anarquistas ou marxistas, mas o caráter fundamental é sempre o mesmo", declarou.
Rubio também afirmou que esses grupos não buscam construir alternativas, mas destruir instituições e realizações da sociedade.
"São pessoas que não podem construir, criar ou realizar grandes coisas e tentam se vingar do mundo destruindo aqueles que podem", afirmou.
Durante a conferência, o secretário criticou o comunismo e rejeitou a ideia de que a ideologia seja positiva em teoria.
"Costuma-se dizer que o comunismo parece bom na teoria, mas não funciona na prática. Isso não é verdade. O comunismo não parece bom nem na teoria", disse.
Confira o trecho do discurso:
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Na avaliação do chefe da diplomacia americana, a visão de mundo defendida por esses grupos eliminaria valores como coragem, criatividade, ambição e fé.
"O mundo que eles imaginam é pequeno, fraco, sem coragem, sem criatividade, sem heróis, sem grandes causas e sem Deus", disse.
Rubio também acusou organizações de extrema-esquerda de promover ataques contra estruturas consideradas estratégicas. "Eles atacam oleodutos, redes de energia e laboratórios, símbolos físicos do poder, da invenção e da realização. Essa é a natureza do terrorismo que enfrentamos hoje."
O secretário afirmou que, em sua visão, esses grupos têm como objetivo enfraquecer o Ocidente. "Eles desprezam o Ocidente porque o Ocidente é grande."
As declarações reforçam a estratégia adotada pelo governo do presidente Donald Trump, que colocou o combate a grupos de esquerda entre as prioridades da política de segurança nacional. Desde novembro, os Estados Unidos classificaram quatro organizações europeias como Organizações Terroristas Estrangeiras e anunciaram recompensas de até US$ 10 milhões por informações que levem à identificação de suas fontes de financiamento.
Além disso, o governo informou que ampliará a cooperação internacional e as investigações sobre possíveis mecanismos de financiamento utilizados por essas organizações.
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