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EUA autorizam venda de mísseis ao Brasil em acordo de R$ 1,6 bilhão

Cerca de 100 mísseis antiaéreos serão negociados

Por: Redação

13/06/202620:00

O governo dos Estados Unidos autorizou a venda de mísseis antiaéreos ao Brasil em uma negociação que pode alcançar US$ 330 milhões, valor equivalente a cerca de R$ 1,6 bilhão. A aprovação foi anunciada pelo Departamento de Estado norte-americano na última quinta-feira (11).

Foto EUA autorizam venda de mísseis ao Brasil em acordo de R$ 1,6 bilhão
Foto: Arquivo/Ricardo Stuckert/PR

De acordo com as informações divulgadas pela diplomacia dos EUA, o interesse brasileiro envolve a aquisição de 100 unidades do míssil FIM-92 Stinger, um dos sistemas portáteis de defesa aérea mais conhecidos do mundo, utilizado para interceptar aeronaves e ameaças de baixa altitude.

Além dos armamentos, o pacote também poderá incluir suporte técnico, treinamento especializado, assistência de engenharia, integração de sistemas e apoio logístico para operação dos equipamentos.

Embora a autorização represente um passo importante, a compra ainda não está concluída. O processo depende de novas negociações entre os governos e do cumprimento de etapas burocráticas previstas para esse tipo de transação internacional.

O que é o míssil Stinger

Desenvolvido pelos Estados Unidos, o FIM-92 Stinger é um sistema de defesa antiaérea guiado por infravermelho, projetado para ser operado por equipes em solo. A arma ganhou notoriedade em diversos conflitos internacionais por sua capacidade de atingir helicópteros, drones e aeronaves de baixa altitude.

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A eventual aquisição colocaria o Brasil entre os países que utilizam uma das tecnologias mais conhecidas da indústria militar norte-americana para proteção do espaço aéreo.

Segundo o Departamento de Estado, a proposta atende aos interesses estratégicos dos dois países e pode contribuir para ampliar a capacidade brasileira de resposta a ameaças na região.

EUA citam combate ao tráfico ilícito

No comunicado oficial, o governo norte-americano afirmou que a venda pode fortalecer a atuação brasileira na proteção do espaço aéreo sul-americano, especialmente em operações voltadas ao enfrentamento de atividades criminosas transnacionais.

“A venda proposta permitirá ao Brasil assumir maior responsabilidade por sua própria segurança territorial e operações de combate ao narcoterrorismo dentro de suas fronteiras e esfera regional”, destacou a nota divulgada pelas autoridades dos EUA.

A autorização foi publicada dentro do programa Foreign Military Sales (FMS), mecanismo utilizado pelo governo americano para negociar equipamentos militares diretamente com governos estrangeiros. Nesse modelo, as vendas passam por avaliações diplomáticas, estratégicas e de segurança antes de serem efetivadas.