Thiago Chagas defende humor com propósito e rebate críticas à Lei Rouanet
Ator falou ao Portal Esfera no Rádio sobre redes sociais, direitos humanos e incentivo à cultura
Por: Marcos Flávio Nascimento
23/07/2026 • 15:00
O ator Thiago Chagas afirmou que encontrou nas redes sociais uma forma de unir humor, reflexão e defesa dos direitos humanos. Em entrevista ao Portal Esfera no Rádio nesta quinta-feira (23), com apresentação de Luis Ganem, o artista contou como construiu sua identidade como criador de conteúdo, impulsionada pelo sucesso da personagem Dona Fernandona, e também saiu em defesa da Lei Rouanet, destacando o impacto econômico da cultura no Brasil.
Conhecido pelos vídeos que viralizam nas plataformas digitais, Thiago explicou que percebeu a necessidade de criar uma marca própria como comunicador, sem depender apenas da popularidade da personagem.
Segundo ele, esse processo exigiu autoconhecimento e estratégia: "Você tem que decidir quem você é, o que você quer falar, como você quer falar, qual é o seu tom de voz."
O ator destacou que escolheu o humor como ferramenta para tratar de temas sensíveis, especialmente ligados à diversidade e aos direitos humanos. Para ele, fazer rir também pode ser uma forma de provocar reflexão.
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Humor como ferramenta para falar de direitos humanos
Ao comentar a repercussão de seus vídeos, Thiago revelou que conteúdos recentes têm alcançado grande visibilidade justamente por misturarem entretenimento com temas sociais.
"Eu uso o humor para falar sobre muitas coisas sérias", disse o artista.
Entre os assuntos abordados em seus perfis estão a causa LGBT+, o combate à homofobia, questões de gênero e críticas ao patriarcado. O ator explicou que evita um discurso agressivo e prefere utilizar a comédia para ampliar o alcance das mensagens: "Eu gosto de um humor que faz refletir."
Thiago também comemorou o reconhecimento recebido de artistas consagrados. Segundo ele, nomes como Glória Pires, Letícia Sabatella e Lázaro Ramos já interagiram com seus conteúdos nas redes sociais.
"Meu conteúdo é engraçado, mas também não é só engraçado", afirmou.
Thiago Chagas defende a Lei Rouanet
Durante a entrevista, Thiago também respondeu às críticas frequentes direcionadas à Lei Rouanet. Para o ator, existe uma compreensão equivocada sobre o funcionamento do mecanismo de incentivo fiscal.
Ele explicou que grandes produções culturais movimentam uma extensa cadeia produtiva e geram centenas de empregos diretos e indiretos.
"Um musical, por exemplo, emprega 300 pessoas", afirmou.
Na avaliação do artista, o incentivo público não representa um gasto, mas um investimento que retorna para a economia por meio da geração de renda, empregos e arrecadação.
"O patrocinador só patrocina se ele tiver o incentivo do governo", observou.
Thiago ainda argumentou que a cultura é uma das principais formas de projeção internacional de um país. Ao comparar o Brasil com os Estados Unidos, ele citou Hollywood como exemplo de política consistente de fortalecimento da indústria cultural.
"A cultura é o que fica do nosso país para o mundo", declarou.
Ao final, o ator defendeu que o debate sobre financiamento cultural seja feito com responsabilidade, diferenciando eventuais irregularidades de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da economia criativa, setor que, segundo ele, emprega milhões de brasileiros.
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