Projeto celebra mulheres do samba e destaca protagonismo feminino em Salvador
Evento reúne samba, empreendedorismo e homenagens ao protagonismo feminino
Por: Domynique Fonseca
07/08/2026 • 12:56 • Atualizado
O projeto Sororidade – Mulheres Guardiãs, idealizado pela cantora e partideira Márcia Moura (@partideirammoura), chega a Salvador com a proposta de valorizar histórias de mulheres que contribuem para a cultura, a ancestralidade e o fortalecimento do protagonismo feminino. A iniciativa foi destaque no programa Portal Esfera no Rádio, na 97,5 FM, apresentado por Luis Ganem, com participação de Márcia e da sambista Babi Cruz (@babicruz10).
A ação reúne feira de empreendedorismo feminino, exposições, homenagens e uma grande roda de samba, com o objetivo de reconhecer mulheres que transformam a sociedade por meio da arte, da resistência e do legado cultural. Segundo Márcia, o projeto nasceu da necessidade de dar visibilidade a trajetórias femininas que muitas vezes são deixadas em segundo plano.
“Sororidade nada mais é do que uma mulher junto a outra trabalhando e dando evolução, merecimento e pertencimento ao que a mulher faz”, afirmou.
Durante a entrevista, a idealizadora destacou o papel das mulheres na construção do samba e citou Tia Ciata como uma das figuras fundamentais para a história do gênero.
“As pessoas só falam dos homens, mas as mulheres é que fazem o samba, na verdade. Começou com Tia Ciata nos seus terreiros, no seu quintal”, disse.
Portal Esfera
Entre as homenageadas pelo projeto está Babi Cruz, porta-bandeira, compositora e sambista, cuja trajetória é marcada pela atuação em defesa da cultura e pelo enfrentamento de barreiras impostas às mulheres no samba. A artista ressaltou a importância da ocupação feminina dos espaços.
“A gente está alcançando um lugar de fala, um protagonismo, depois de quase 500 anos de atraso. Não é desmerecer ninguém, é ocupar o nosso espaço na sociedade”, declarou.
Com uma vida dedicada ao samba, Babi também celebrou o reconhecimento recebido.
“Eu nasci no samba, no samba eu cresci, no samba eu me criei. Ter essa honra de ser uma das guardiãs do samba muito me envaidece”, afirmou.
O Sororidade – Mulheres Guardiãs busca preservar memórias e destacar mulheres que mantêm viva a cultura brasileira.
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