Bia Ferreira conquista ouro na China e inicia ciclo olímpico em alta
Pugilista baiana venceu quatro lutas na etapa da Copa do Mundo e garantiu o primeiro título internacional
Por: Redação
22/06/2026 • 09:25 • Atualizado
Após quase dois anos dedicada exclusivamente ao boxe profissional, a baiana Bia Ferreira voltou ao circuito olímpico com uma conquista expressiva. A atleta faturou a medalha de ouro na etapa da China da Copa do Mundo de Boxe, encerrando a competição com uma campanha invicta.
O resultado marca o retorno de Bia às competições olímpicas e representa um passo importante na preparação para o ciclo que tem como principal objetivo os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.
Uma das novidades da competição foi a mudança de categoria. Conhecida por suas conquistas nos 60 kg, divisão em que foi campeã mundial e medalhista olímpica, a brasileira competiu desta vez até 65 kg. Mesmo diante da adaptação necessária ao novo peso, venceu as quatro lutas que disputou.
Na decisão, Bia enfrentou a inglesa Sacha Hickey, quinta colocada no último Campeonato Mundial, e garantiu a vitória por decisão unânime dos árbitros.
O retorno ao boxe olímpico também exigiu readaptação ao formato da modalidade. Diferentemente do boxe profissional, em que os combates podem ter até dez assaltos, as disputas olímpicas são realizadas em três rounds de três minutos. Ainda assim, a atleta demonstrou rápida adaptação e voltou a competir em alto nível.
Além do ouro de Bia Ferreira, o Brasil também subiu ao pódio com duas medalhas de prata. Na categoria até 80 kg, Wanderley Pereira foi vice-campeão após ser superado pelo uzbeque Javokhir Ummataliev na final.
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Já Luiz Oliveira, atual vice-campeão mundial, ficou com a prata na categoria até 60 kg. Na disputa pelo ouro, foi derrotado pelo uzbeque Abdumalik Khalokov, atual campeão olímpico da divisão.
Com o desempenho na China, a seleção brasileira inicia de forma positiva a temporada internacional. O calendário de 2026 ainda prevê novas etapas da Copa do Mundo e a Superfinal da competição, programada para novembro, no Cazaquistão.
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