Disciplina, respeito e transformação marcam projeto de jiu-jitsu em Salvador
Faixas pretas destacam origem simples do projeto, expansão para 250 alunos e impacto do esporte na formação de crianças e adultos
Por: Domynique Fonseca
30/06/2026 • 12:57 • Atualizado
Nesta terça-feira (30), o programa Portal Esfera no Rádio, na 97,5 FM, apresentado por Luis Ganem, recebeu os faixas pretas de jiu-jitsu Fellipe Fernandes, gestor da (@Acasa_ct), e Leandro Andrade, faixa preta de terceiro grau da modalidade. A conversa girou em torno da trajetória da academia, da disciplina no esporte e do impacto social do jiu-jitsu na formação de crianças e jovens.
O projeto, que começou de forma improvisada dentro de uma residência, hoje reúne centenas de praticantes.
“O centro de treinamento nasceu numa casa, onde eu morava. Fizemos uma academia ali mesmo”, contou Fellipe ao relembrar o início da iniciativa.
Leandro destacou que o trabalho ultrapassa o ensino técnico da luta. Segundo ele, o objetivo é formar pessoas mais preparadas para a vida.
“A gente tem um projeto muito bom que é transformar a vida dos meninos, dos samurais para a fase adulta. Fortalecer mente, espírito e corpo para o mundo de hoje”, afirmou.
O professor também ressaltou a construção de confiança dentro do tatame e o papel do respeito na prática esportiva.
“Criamos uma comunidade forte. No jiu-jitsu você encontra verdade. As pessoas treinam com verdade, lutam com verdade e depois se respeitam”, disse.
A evolução do espaço também foi lembrada durante a entrevista. Fellipe explicou que o início foi marcado por condições improvisadas.
“Era um tatame com seis placas, paredes, janelas e quinas. Foi assim que começou. A gente levou sete alunos e foi dobrando mês a mês. Hoje temos cerca de 250 alunos entre crianças e adultos”, relatou.
Entre histórias curiosas, os convidados relembraram a época em que o espaço ainda funcionava de forma adaptada para o treino em uma residência localizada em frente a uma praça. O ambiente simples, segundo eles, reforça a trajetória de crescimento da equipe e a proximidade com os alunos.
“A acústica ali era muito forte. Qualquer galho que caía parecia dentro de casa. Isso assustava no começo. Hoje a casa toda é utilizada pelo projeto. São dois tatames, um de 100 metros quadrados e outro menor, além de um lounge onde fazemos eventos, confraternizações, aniversários e até encontros com alunos e familiares”, explicaram.
Reprodução/ Instagram @acasa_ct
Além do tatame, os efeitos do jiu-jitsu também aparecem na rotina pessoal e profissional dos professores. Fellipe contou que sua formação acadêmica em administração e a vivência escolar no Colégio da Polícia Militar contribuíram para sua postura atual. Ainda assim, fez questão de destacar o papel decisivo da arte marcial.
“O jiu-jitsu me preparou para apresentações, para o trabalho e para lidar com o desconforto. A gente aprende estratégia dentro da luta e leva isso para a vida”, afirmou.
Leia também:
Edcarlos fala sobre Brasil, Neymar e futuro do futebol baiano
Secretário dos EUA comemora eliminação do Irã da Copa do Mundo
Brasil fatura mais R$ 78 milhões após vitória sobre o Japão na Copa
A atuação com crianças também é uma das frentes do projeto. A equipe mantém acompanhamento próximo com famílias e escolas. Em alguns casos, os professores chegam a conversar diretamente com coordenadores para entender o comportamento dos alunos fora da academia.
Reprodução/ Instagram @acasa_ct
Leandro reforçou que a base da filosofia do grupo está no respeito. “A maioria dos conflitos nasce da falta de respeito. No nosso espaço, isso está em tudo: respeitar pais, colegas, mais velhos, mais novos e todos os níveis de graduação”, explicou.
Com cerca de quatro anos de faixa preta, os professores seguem expandindo o projeto e defendendo o jiu-jitsu como ferramenta de transformação social e emocional. A rotina intensa no tatame, segundo eles, se reflete diretamente na formação de valores que ultrapassam o esporte.
Relacionadas
