Logo

PM suspeito de matar esposa diz que filha pode ter causado marcas

Novo laudo aponta lesões no pescoço da policial e caso passou a ser investigado como feminicídio

Por: Redação

12/03/202610:08Atualizado

O tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo, Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, afirmou que as marcas encontradas no pescoço da esposa, a policial militar Gisele Santana, de 32 anos, podem ter sido provocadas pela filha do casal, de 7 anos.

Foto PM suspeito de matar esposa diz que filha pode ter causado marcas
Foto: Reprodução/ TV Globo

Segundo ele, a criança costumava pedir colo à mãe e se segurar em seu pescoço quando estava cansada. O oficial disse que essa posição poderia explicar os arranhões apontados no laudo necroscópico, que identificou marcas na região da mandíbula e da nuca.

A morte de Gisele ocorreu no apartamento onde o casal morava, no bairro do Brás, na região central de São Paulo. Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas passou a ser investigado como possível feminicídio após a exumação do corpo e a realização de um novo exame pericial.

O laudo apontou lesões no rosto e no pescoço da vítima, além de indícios de que ela pode ter perdido a consciência antes de ser atingida por um disparo na cabeça.

O tenente-coronel afirma que estava no banho no momento do tiro e diz ter encontrado a esposa caída ao sair do banheiro. No entanto, inconsistências na cena e o intervalo entre o disparo ouvido por vizinhos e o pedido de socorro levantaram dúvidas entre os investigadores.

A morte da policial segue sob investigação.