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Perícia encontra sangue em banheiro e caso de PM tem reviravolta

Morte de policial militar, antes registrada como suicídio, é tratada como suspeita em SP

Por: Redação

03/03/202609:49

A apuração sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, ganhou novo desdobramento após a perícia identificar marcas de sangue no banheiro da casa onde ela morava com o marido, em São Paulo. A vítima foi encontrada com um tiro na cabeça no dia 18 de fevereiro. O caso, inicialmente registrado como suicídio, passou a ser investigado como morte suspeita.

Foto  Perícia encontra sangue em banheiro e caso de PM tem reviravolta
Foto: Reprodução/ Redes sociais

De acordo com informações da investigação, peritos utilizaram luminol e detectaram vestígios de sangue no box do banheiro, local onde o tenente-coronel Geraldo Neto afirmou estar quando ouviu o disparo. Segundo o relato apresentado por ele, ao sair do cômodo, encontrou a esposa caída no imóvel.

Com a nova evidência, o oficial e os socorristas que atenderam à ocorrência prestaram novos depoimentos. O laudo necroscópico ainda não foi concluído e deverá esclarecer a trajetória do projétil, o que pode contribuir para a definição das circunstâncias da morte.

Gisele e o marido estavam juntos desde 2024 e viviam com a filha dela, de 7 anos, que não estava na residência no momento do ocorrido. Familiares contestam a hipótese de suicídio e afirmam que a policial enfrentava um relacionamento conturbado.

Em entrevista ao Fantástico, parentes relataram que a vítima havia manifestado a intenção de se separar e chegou a pedir ajuda ao pai dias antes da morte. Segundo os relatos, ela também teria sido alvo de pressão psicológica. A família afirma ainda que o tenente-coronel enviou um vídeo em que aparecia com uma arma apontada para a própria cabeça.

A mãe da policial declarou à polícia que a filha vivia sob conflitos constantes e comportamentos considerados controladores por parte do marido, como restrições ao uso de determinados itens pessoais e cobranças relacionadas à rotina doméstica.

Após ser socorrida, Gisele foi levada ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, mas não resistiu aos ferimentos.

Procurada, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou, por meio de nota, que as diligências seguem em andamento. A pasta destacou que o caso foi registrado inicialmente como suicídio consumado no 8º Distrito Policial (Brás) e posteriormente reclassificado como morte suspeita para aprofundar as investigações.

Até o momento, o tenente-coronel não é formalmente apontado como suspeito. O inquérito permanece sob responsabilidade da Polícia Civil paulista.