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Policial pediu divórcio dias antes de morrer com tiro na cabeça

Caso é investigado como morte suspeita; familiares contestam versão de suicídio apresentada pelo marido

Por: Redação

23/02/202610:47Atualizado

A morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada com um tiro na cabeça na residência onde morava, em São Paulo, está sob investigação da Polícia Civil de São Paulo. O principal ponto apurado é a circunstância do disparo, inicialmente registrada como suicídio.

Foto Policial pediu divórcio dias antes de morrer com tiro na cabeça
Foto: Reprodução/ Redes sociais

O marido da vítima, Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, tenente-coronel da Polícia Militar do Estado de São Paulo, afirmou às autoridades que a esposa teria tirado a própria vida. A versão, no entanto, é contestada por familiares, que relatam histórico de conflitos no relacionamento.

Em entrevista ao Fantástico, parentes afirmaram que Gisele teria comunicado ao marido e à família a intenção de pedir o divórcio cinco dias antes do ocorrido. Segundo o relato, ela chegou a ligar para o pai pedindo ajuda para deixar a residência.

De acordo com familiares, o pedido de separação não teria sido aceito pelo oficial. Eles afirmam ainda que o tenente-coronel teria enviado um vídeo à esposa fazendo ameaças contra si próprio. Os relatos apontam para um relacionamento marcado por pressão psicológica e restrições impostas à vítima.

A mãe de Gisele declarou à polícia que a filha enfrentava constantes conflitos conjugais. Segundo ela, o marido impunha proibições relacionadas a vestimentas e comportamento, além de exigir rigor no cumprimento de tarefas domésticas. Familiares também relataram que a filha de 7 anos da policial, de um relacionamento anterior, teria presenciado episódios de tensão no ambiente familiar.

Conforme o boletim de ocorrência, o tenente-coronel relatou ter encontrado a esposa caída no chão, com uma arma em uma das mãos e sangramento intenso. Gisele foi socorrida e levada ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, mas não resistiu.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que as diligências seguem em andamento. O caso foi inicialmente registrado como suicídio consumado no 8º Distrito Policial (Brás), mas posteriormente passou a constar também como morte suspeita, para apuração detalhada das circunstâncias.

Até o momento, o tenente-coronel não é formalmente investigado como suspeito, e o inquérito permanece sob responsabilidade da Polícia Civil.