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Lula confirma Alckmin como vice e anuncia mudanças no governo

Ministros deixam cargos para disputar eleições e provocam reforma na Esplanada

Por: Redação

31/03/202611:48Atualizado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou, nesta terça-feira (31), que o vice-presidente Geraldo Alckmin será novamente seu companheiro de chapa na disputa pela reeleição neste ano.

Foto Lula confirma Alckmin como vice e anuncia mudanças no governo
Foto: Reprodução/Ricardo Stuckert/PR

A declaração foi feita durante reunião ministerial no Palácio do Planalto e ocorre em meio a uma série de mudanças no primeiro escalão do governo federal. Ao menos 14 ministros devem deixar seus cargos para concorrer nas eleições de outubro, enquanto outros ainda avaliam a saída.

Pela legislação eleitoral, ocupantes de funções no Executivo precisam se desincompatibilizar até o início de abril para disputar cargos eletivos. A regra não se aplica aos cargos de presidente e vice-presidente. No caso de Alckmin, que também comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, será necessário deixar a pasta para participar do pleito.

Durante o encontro, Lula afirmou que pretende reduzir os impactos das mudanças na Esplanada dos Ministérios. A estratégia, segundo ele, é manter a continuidade administrativa, com a possível efetivação de secretários-executivos nas pastas.

Um dos exemplos já confirmados é o do Ministério da Fazenda, com a saída de Fernando Haddad, que deve disputar o governo de São Paulo. O então secretário-executivo, Dario Durigan, assumiu o comando da pasta e já participou de agendas oficiais como novo ministro.

Além de Haddad, outros nomes do governo também devem deixar os cargos para concorrer a diferentes posições, como governos estaduais, Senado e Câmara dos Deputados. Entre eles estão Renan Filho, Rui Costa, Gleisi Hoffmann, Simone Tebet e Marina Silva.

Outros ministros ainda não definiram se disputarão as eleições ou permanecerão nos cargos. Há também casos de integrantes que devem deixar o governo para atuar diretamente na campanha eleitoral.

As mudanças devem provocar uma reconfiguração na estrutura ministerial nas próximas semanas, com impacto direto na condução das políticas públicas federais.