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Operação mira rede ligada ao CV que movimentou R$ 453 milhões

Polícia aponta uso de empresas e contas bancárias para lavar dinheiro do tráfico de drogas

Por: Redação

29/05/202610:26Atualizado

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou, na manhã desta sexta-feira (29), uma operação contra um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho (CV). Segundo as investigações, a estrutura criminosa teria movimentado mais de R$ 453 milhões por meio de empresas e transações financeiras consideradas suspeitas.

Foto Operação mira rede ligada ao CV que movimentou R$ 453 milhões
Foto: PCRJ/Divulgação

As ações são coordenadas pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) e acontecem em diferentes municípios do estado do Rio de Janeiro, entre eles a capital, São Gonçalo, Duque de Caxias, Itaboraí, Iguaba Grande, Armação dos Búzios e São João de Meriti. Mandados judiciais também são cumpridos em cidades de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo investigado utilizava uma rede empresarial para ocultar recursos obtidos principalmente com o tráfico de drogas na região do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.

Durante as investigações, os agentes identificaram conversas envolvendo Antônio Ilário Ferreira, conhecido como “Rabicó”, apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho e responsável pelo núcleo financeiro da organização criminosa.

Segundo a apuração, ele atuaria na administração de empresas de fachada, movimentações bancárias e uso de terceiros para esconder patrimônio e valores provenientes de atividades ilícitas.

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As investigações apontam que o esquema utilizava empresas do ramo de reciclagem e comércio de sucatas para dar aparência legal ao dinheiro movimentado pela facção. Ainda conforme a polícia, o grupo também recorria a depósitos fracionados em espécie, emissão de notas fiscais falsas e circulação de recursos entre contas bancárias ligadas aos investigados.

A Polícia Civil informou ainda que algumas empresas transferiam quantias milionárias diretamente para contas vinculadas ao grupo criminoso, funcionando, segundo os investigadores, como parte do financiamento das atividades do tráfico.

Além da suspeita de lavagem de dinheiro, a apuração também reúne indícios de receptação qualificada e aquisição de materiais de origem suspeita. O objetivo da operação é aprofundar as investigações, identificar outros envolvidos e bloquear bens ligados ao esquema criminoso.