Governo é acusado de censura após alterar classificação de desenho bíblico
Animações católicas tiveram classificação indicativa alterada para 12 anos
Por: Ana Clara Cunes
03/11/2026 • 18:00 • Atualizado
O programa infantil exibido pela TV Record que exibe animações bíblicas sofreu uma alteração em sua classificação indicativa na última semana, a atração saiu de indicação livre para ser não recomendada à crianças menores de 12 anos de idade, com exibição a partir das 20 h.
A alteração foi designada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e rendeu críticas por parte de alguns políticos e seguidores da religião evangélica, que costumavam colocar a programação para os filhos assistirem.
Através de seu perfil pessoal do Instagram, o deputado federal Gleidson Azevedo (Republicanos-MG) questionou a motivação por trás da alteração, apontando que a justificativa de apresentação de “atos criminosos, drogas lícitas, violência e estigma ou preconceito” no material não é válida.
O advogado Wilian Frata protocolou uma ação popular na Justiça Federal, solicitando a suspensão da medida e alegando que a atitude faz parte de um programa de perseguição e censura do Estado contra uma atração que ele definiu como patrimônio da família. Ele acusa o Governo Federal de tentar silenciar as famílias que consomem o desenho animado em suas casas, uma motivação que de acordo com ele, teria surgido após a bancada evangélica apoiar o candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) durante as Eleições 2026.
Leia também:
Governo quer votar PEC da Segurança sem reduzir maioridade penal
Lei Felca: Youtube passa a exigir autorização na justiça para vídeos com menores
