El Niño já encarece café, cacau e açúcar antes de impacto nas lavouras
Mercado eleva prêmio de risco diante da possibilidade de um fenômeno forte
Por: Redação
20/08/2026 • 09:30
O risco de um El Niño mais intenso entre outubro e dezembro já influencia os preços futuros de café, cacau e açúcar, mesmo antes dos efeitos mais severos do fenômeno nas lavouras. Segundo levantamento da consultoria StoneX, o mercado passou a incorporar nas cotações a possibilidade de impactos nas safras de 2026/27 e 2027/28.
No cacau, os contratos futuros em Nova York acumulam alta superior a 40% desde o início de fevereiro. A preocupação está principalmente na próxima safra, cuja projeção de superávit global caiu de 149 mil para apenas 25 mil toneladas. Chuvas excessivas na Costa do Marfim e em Gana, com registros de enchentes e doenças nas plantações, também aumentaram as incertezas sobre a oferta.
O café arábica subiu 35% desde junho, enquanto o robusta avançou cerca de 20%. Além dos efeitos sobre a colheita brasileira, chuvas acima da média anteciparam floradas em regiões produtoras e levantaram preocupação com um possível período mais quente e seco entre setembro e novembro. Já o açúcar acumula alta de quase 18% em um mês, pressionado principalmente pelas condições de chuva abaixo da média na Tailândia e na Índia.
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Apesar das altas, a StoneX ressalta que ainda não é possível atribuir diretamente ao El Niño todos os problemas observados nas plantações. O fenômeno, porém, já passou a ser considerado um fator de risco pelo mercado, que monitora as condições climáticas e seus possíveis efeitos sobre a produtividade e a oferta global das commodities.
