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Ministério da Saúde lança nova linha de cuidado para autismo no SUS

Medida prevê rastreio precoce, apoio às famílias e expansão da rede de reabilitação

Por: Redação

19/09/202512:01

Próximo ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, o Ministério da Saúde anunciou, nesta quinta-feira (18), em Brasília, a nova linha de cuidado para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A iniciativa orienta que profissionais da atenção primária apliquem, de forma rotineira, testes de sinais de autismo em crianças de 16 a 30 meses. O objetivo é garantir estímulos e intervenções ainda antes do diagnóstico fechado, favorecendo autonomia e inclusão social no futuro.

Foto Ministério da Saúde lança nova linha de cuidado para autismo no SUS
Foto: Reprodução/José Cruz/Agência Brasil

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o documento foi construído em diálogo com estados, municípios e sociedade civil. Ele reforçou que o SUS deve enxergar a criança em sua totalidade: “A principal recomendação é garantir intervenções precoces, apoiando também pais e familiares, que são parte essencial desse processo”, destacou.

Atualmente, cerca de 1% da população brasileira vive com TEA, e 71% apresentam outras deficiências associadas, de acordo com o IBGE. Para enfrentar essa realidade, o ministério também anunciou investimentos de R$ 72 milhões para ampliar a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência. Ao todo, 71 novos serviços serão habilitados em 18 estados e no Distrito Federal, incluindo 23 Centros Especializados em Reabilitação (CERs) e 15 veículos de transporte sanitário adaptado.

A nova linha de cuidado traz como novidade o fortalecimento do Projeto Terapêutico Singular, que cria planos individualizados de tratamento entre equipes multiprofissionais e famílias. Além disso, o Ministério da Saúde articula a implementação do Programa de Treinamento de Habilidades da Organização Mundial da Saúde (OMS), voltado para capacitar pais e cuidadores.

Outra frente é o Novo PAC Saúde, que prevê a construção de 53 novos CERs em todo o país, com investimento de R$ 207 milhões. Os projetos incluem ambientes multissensoriais e jardins terapêuticos, especialmente pensados para o acolhimento de crianças e adultos com TEA.