Três em cada dez jovens já pediram afastamento do trabalho por saúde mental
Estudo da Serasa Experian ouviu cerca de 233 jovens entre 18 e 28 anos
Por: Redação
19/05/2026 • 19:30 • Atualizado
Três em cada dez jovens da geração Z, com idades entre 18 e 28 anos, já pediram afastamento do trabalho por questões de saúde mental. É o que indica a nova pesquisa da Serasa Experian. Em complemento, a amostra diz também que 6 em cada 10 desses jovens afirmam que as empresas falam de saúde mental, porém têm práticas divergentes do discurso.
Os afastamentos estariam ligados a fatores como pressão no trabalho, jornadas prolongadas e insegurança em relação ao futuro profissional. A pesquisa também mostra que a geração Z valoriza modelos mais flexíveis de trabalho e iniciativas voltadas ao bem-estar no ambiente corporativo.
Segundo a pesquisa, apenas 28% dizem se sentir confortáveis para tratar do tema no ambiente de trabalho. Cerca de 233 brasileiros entre 18 e 28 anos, em todas as regiões do país, foram entrevistados pela Serasa para o estudo, entre novembro e dezembro de 2025.
A pesquisa tem margem de erro de 3%, enquanto o intervalo de confiança é de 97%.
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Possíveis fatores
Psicóloga e gerente de recursos humanos do Serasa, Fernanda Guglielmi disse acreditar que "os fatores se acumulam ao longo do tempo e ajudam a explicar o aumento dos afastamentos observado nos últimos anos".
Regulamento
Em resposta ao aumento no número de ações trabalhistas e também nos afastamentos previdenciários ligados à saúde mental, passou a ser necessária uma atualização da Norma Regulamentadora número 1 (NR-1) do Ministério do Trabalho e Emprego, disse Isabella Magano, sócia do Pipek Advogados.
A partir dessa regra, que determina as regras para o gerenciamento de riscos no trabalho e medidas de prevenção que as empresas devem adotar, começou a ser exigido que o Programa de Gerenciamento de Riscos inclua os riscos psicossociais ligados ao trabalho.
Entre as ações previstas na nova NR-1 estão a criação de programas de saúde mental, bem como canais de denúncia e revisão de metas de desempenho, segundo o jornal. Além disso, a norma inclui também o controle de jornada para evitar excessos e iniciativas voltadas ao bem-estar dos funcionários.
Porém, mesmo já estando em vigor, o MTE adiou a aplicação de multas relativas à nova redação da NR-1. Elas devem começar a valer na terça-feira (26), caso não haja novo adiamento.
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