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“Solitude exige enfrentar a solidão”, diz Mari Bonavides

Mentora fala sobre autoestima, carência e dependência emocional

Por: Domynique Fonseca

27/03/202615:40

A criadora de conteúdo, gestora de finanças e mentora de desbloqueio emocional, Mari Bonavides (@maribonavides), foi a entrevistada desta sexta-feira (27) no programa Portal Esfera no Rádio, apresentado por Luis Ganem, na 97,5 FM. Durante a conversa, ela abordou temas como solidão, carência emocional e a busca por validação nos relacionamentos.

Foto “Solitude exige enfrentar a solidão”, diz Mari Bonavides
Foto: Lorena Bomfim/ Portal Esfera

“Se você não gosta da sua companhia, qualquer companhia é melhor do que a sua.” A afirmação resume, segundo Mari, um comportamento recorrente: a dificuldade de muitas mulheres em lidar com o próprio vazio emocional.

Ao longo da entrevista, ela destacou que a chamada solitude, frequentemente vista como um estado ideal, exige antes, o enfrentamento da solidão:

“As pessoas querem fugir do desconforto. E acabam entrando em relações só para não se sentirem sozinhas."

De acordo com a mentora, esse movimento tende a gerar frustração, principalmente quando há um desencontro de expectativas:

“Quando a mulher está carente, ela busca atenção e afeto. Se o outro não está na mesma intenção, ela volta pior."


Autoestima

 

Mari também chamou atenção para a construção da autoestima, que, segundo ela, não está relacionada apenas à aparência, mas à identidade.

“Tem muita mulher que não sabe quem é, o que gosta. Vive em função do outro e, quando perde esse vínculo, se perde também”, disse.

Outro ponto abordado foi a dependência emocional. Para a especialista, o apego não está necessariamente na pessoa, mas na sensação que ela desperta:

“Você não é dependente de alguém, você é dependente do que aquela pessoa ativa em você."

A gestora ainda relacionou esses comportamentos a experiências do passado, muitas vezes ligadas ao ambiente familiar. Segundo ela, padrões emocionais não resolvidos podem se repetir ao longo da vida adulta.

Ao compartilhar a própria trajetória, a mentora afirmou que precisou mudar a forma de se relacionar consigo mesma.

“Eu parei de buscar no outro o que eu não tinha em mim. Comecei a fazer por mim tudo aquilo que eu esperava de um relacionamento”, relatou.

Para ela, o chamado “vazio emocional” não pode ser preenchido externamente.

“Enquanto você não se conhece, nada de fora sustenta”, concluiu.