Sexta-feira Santa: por que comer peixe e não carne
A tradição lembra a morte de Jesus e faz parte da Quaresma,
Por: Redação
03/04/2026 • 11:42 • Atualizado
Com a chegada da Semana Santa, a venda de peixes aumenta e os cardápios das famílias mudam. Mas você sabe por que a carne é “proibida” na Sexta-feira Santa? A prática não é só uma regra: tem significado profundo para milhões de cristãos.
Em 2026, a Sexta-feira Santa é celebrada hoje, 3 de abril, e lembra a crucificação e morte de Jesus Cristo. Para a Igreja Católica, é um dia de luto, silêncio e reflexão.
No passado, a carne vermelha era ligada a festas e banquetes. Como a Sexta da Paixão é um dia de lembrança do sofrimento de Cristo, a Igreja recomenda que os fiéis evitem esse alimento em sinal de respeito.
O peixe virou o substituto oficial por ser um alimento simples, ligado à vida dos apóstolos muitos eram pescadores e à humildade de Jesus.
Muita gente procura um versículo na Bíblia que proíba comer carne, mas a orientação é mais ampla. Em Mateus 9:15, Jesus fala que seus seguidores jejuariam quando Ele fosse tirado deles. A regra prática vem do Direito Canônico: o cânon 1249 diz que todos os fiéis devem cumprir algum tipo de penitência. Evitar carne na Sexta-feira Santa e na Quarta-feira de Cinzas é a forma mais comum.
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Existem duas práticas para este dia:
- Abstinência: não comer carne (vermelha ou frango).
- Jejum: reduzir a quantidade de comida (uma refeição normal e duas leves).
Essa pausa na carne faz parte da Quaresma, os 40 dias de preparação para a Páscoa. O objetivo é lembrar que o espírito deve ser mais importante que os desejos do corpo.
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