Descaso: Acesso à terminal executivo do aeroporto é abandonado pela Vinci
Imagens revelam buracos, pouca visibilidade e falhas na sinalização em área administrada pela concessionária
Por: Redação
11/06/2026 • 16:16 • Atualizado
Buracos na pista, carcaças de veículos enferrujados, mato acima das margens da estrada e falta de sinalização adequada têm chamado a atenção de quem utiliza o acesso aos terminais de voo executivo do Aeroporto de Salvador. Fotos e vídeos enviados por leitores ao portal Esfera, nesta quinta-feira (11), mostram as condições da via.
Os registros, feitos principalmente nas proximidades do hangar da VOE, revelam trechos com pouca visibilidade para motoristas e aberturas no chão ao longo do percurso. Segundo o denunciante relatou à reportagem, a situação tem gerado preocupação entre usuários que circulam diariamente pela área.
Veja:
Leitor / Portal Esfera
Além das queixas sobre a conservação da estrada, usuários questionam a implantação da cobrança da tarifa de embarque e desembarque, conhecida como Kiss & Fly, na área comum do aeroporto, enquanto a área de embarque especial e de táxi aéreo está em completo abandono.
Procurada pela reportagem, a assessoria do Aeroporto de Salvador informou que averigua a situação internamente. A matéria será atualizada assim que houver retorno da administração do terminal.
Confira mais fotos da área:
Leitor / Portal Esfera
Leitor / Portal Esfera
Leitor / Portal Esfera
Kiss & Fly: 'Medida abusiva'
O sistema Kiss & Fly começou a ser testado no início de maio pela concessionária Vinci, estabelecendo a cobrança de R$ 18 para veículos que permaneçam por mais de 10 minutos nas áreas de embarque e desembarque.
Em conversa recente com o Portal Esfera no Rádio, apresentado por Luís Ganem, Muniz afirmou que a medida era abusiva e condenou a ausência de debate popular sobre o assunto.
"Não houve audiência pública, não houve escuta. A população não foi ouvida. Não podemos permitir que trabalhadores sejam prejudicados sem discussão prévia”, declarou.
O projeto de cobrança já foi alvo de críticas de diversas entidades políticas e sociais e tem estado na pauta dos últimos meses. A presidente da Associação Baiana de Deficientes Físicos (ABADEF), Silvanete Brandão, apontou que o sistema cria barreiras no acesso e na mobilidade dentro do terminal.
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As críticas vieram também da Associação Geral dos Taxistas (AGT), após o presidente Denis Paim apontar impactos diretos na rotina da categoria e cobrar mais clareza sobre a implementação do modelo.
“Como é que nós vamos desembarcar um passageiro com 10 minutos? O passageiro quer conforto, não quer pressa. Muitas vezes precisa organizar bagagem, finalizar pagamento ou até resolver algum imprevisto”, disse.
O projeto também está sob os olhares do Ministério Público da Bahia, que abriu inquérito para investigar supostas irregularidades envolvendo a Vinci Airports, concessionária responsável pela administração do Aeroporto de Salvador.
