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Virginia Fonseca e Blaze são condenados a pagar R$ 120 milhões de indenização

Ministério Público apontou danos morais coletivos por práticas abusivas de divulgação

Por: Micaele da Matta

09/07/202616:54Atualizado

A influenciadora Virginia Fonseca foi mais uma vez acusada pela divulgação massiva de jogos de apostas, em uma ação apresentada pelo Ministério Público do Distrito Federal (MP-DF), nesta quarta-feira (8). O ponto de partida envolveu denúncias diretas registradas por consumidores. Dessa vez, a casa de aposta Blaze, a qual é contratada, foi cobrada a pagar um total de 120 milhões por danos morais coletivos.

Virginia Fonseca em depoimento na CPI das Bets
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

A ação, de acordo com informações divulgadas pelo g1, detalha que a plataforma adotava estratégias promocionais abusivas, através do envio de e-mails “ostensivos” direcionados aos consumidores cadastrados, no intuito que os consumidores apostassem  cada vez mais.

"A prática incentiva ativamente a realização de apostas por meio de ofertas com linguagem persuasiva, senso de urgência artificial e promessas de benefícios com elevado apelo comercial", alerta o MP.

Pessoas em situação de hipervulnerabilidade econômica foram apontadas como público alvo dos autuados, que os atraiam com promessas “ilusórias de renda renda extra”, abusando da confiança que os usuários tinham nos influenciadores contratados, como a própria Virginia.

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De acordo com o promotor de Justiça Paulo Roberto Binicheski, autor da ação, Virginia atua como o “braço operacional da captação” da casa de apostas, ao induzir os usuários com “mensagens enganosas”.

CPI das Bets

A influenciadora participou, em abril do ano passado, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets, no Senado Federal, onde foi testemunha e declarou não se arrepender dos anúncios feitos. Afirmou ainda não receber a partir das perdas dos seus seguidores, referindo-se a “cláusula da desgraça”, como ficou conhecida, mencionada na investigação como parte do contrato.

Na época, além da Blaze, ela também representava a plataforma de apostas Esporte da Sorte.  A defesa da influenciadora, em nota publicada na ocasião, declarou estar "surpresa e espanto" com o indiciamento na CPI dirigida pela Seadora Soraya Thronicke,  afirmando que a acusada agiu "licitamente na divulgação e publicidade das Bets".