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STF forma maioria para manter diretor da PF afastado

Ministro aponta possível monitoramento ilegal de autoridades pela PF

Por: Redação

08/09/202610:29Atualizado

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, delegado Leandro Almada. A decisão ocorre após relatórios de inteligência da PF serem utilizados pelo ministro Alexandre de Moraes para apontar possíveis crimes de abuso de autoridade atribuídos a Mendonça na condução dos casos Banco Master e fraudes no INSS.

Foto STF forma maioria para manter diretor da PF afastado
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Segundo Mendonça, os documentos indicam um “monitoramento sistemático e ilegal”, por mais de 30 dias, de sua atuação e da de outras autoridades, entre elas o advogado-geral da União, Jorge Messias. O ministro afirma ainda que os relatórios teriam analisado decisões judiciais, critérios adotados nos processos e supostos riscos relacionados à sua atuação, além de expor informações de processos sob segredo de Justiça. Para ele, a atividade teria ultrapassado as atribuições legais da Diretoria de Inteligência da PF.

Além do afastamento, Mendonça determinou que a Corregedoria da Polícia Federal instaure investigações nas esferas penal e administrativo-disciplinar. O objetivo é identificar quem determinou e produziu os relatórios, quando foram elaborados e se existem documentos semelhantes. Também foi suspensa a produção ou o compartilhamento de relatórios destinados a analisar decisões judiciais, condutas de integrantes da AGU ou a atuação da polícia judiciária.

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A decisão deverá ser analisada nesta terça-feira pela Segunda Turma do STF, que poderá referendá-la ou não. O afastamento ocorre ainda em meio a declarações do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que afirmou ao gabinete de Mendonça que uma tentativa anterior de acordo de delação premiada não avançou por envolver Andrei Rodrigues. Vorcaro alegou ter uma relação anterior com o diretor-geral da PF e disse que uma eventual colaboração poderia apresentar informações sobre pessoas ligadas a um núcleo político.