Mensagens ligam Vorcaro a tentativa de mobilizar influencers em favor do Master
PF apura ainda supostos ataques a autoridades do BC após prisão do banqueiro
Por: Redação
15/04/2026 • 17:30
A análise do telefone celular do banqueiro Daniel Vorcaro levou a Polícia Federal (PF) a localizar imagens de conversas sobre a contratação de uma agência de influenciadores digitais. A iniciativa tinha como finalidade promover publicações favoráveis ao Banco Master no período em que a instituição passou a enfrentar questionamentos sobre sua solidez financeira.
As tratativas envolveram a agência Spark, que atua no mercado de marketing de influência. De acordo com os registros apreendidos, a proposta previa estruturar uma campanha voltada à promoção de um produto de investimento do banco, com conteúdos que reforçassem a confiança dos investidores.
Em manifestação a acusação, a Spark confirmou que houve contato para elaboração de orçamento, mas afirmou que o projeto não avançou.
"A agência recebeu uma solicitação para orçar uma campanha de marketing de influência visando promover um produto de investimento da instituição. Ao tomar conhecimento do teor do projeto, de endossar a solidez do produto aos investidores a partir de perfis com autoridade no assunto, a alta direção da Spark cancelou as solicitações de orçamento com influenciadores imediatamente e declinou o projeto [...] Nenhum contrato foi firmado com influenciadores”, diz um trecho da declaração.
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Preso desde 4 de março, Vorcaro negocia um acordo de delação premiada com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Apuração inclui outros contratos
A menção à Spark é a segunda envolvendo agências citadas no inquérito que investiga a eventual contratação de influenciadores para veicular conteúdo favorável ao Banco Master. A PF também apura se aliados do banqueiro teriam articulado publicações direcionadas contra autoridades do Banco Central, no fim de 2025, com o objetivo de criar ambiente público favorável à reversão da liquidação do banco.
Até o momento, a investigação concentra atenção na agência Mithi, do empresário Thiago Miranda, identificado como administrador de negócios do grupo Léo Dias. Posteriormente, foi revelado que o jornalista Léo Diasrecebeu R$9,9 milhões do Banco Master.
Trechos do inquérito apontam que os ataques ao Banco Central seguiriam tem o mesmo padrão operacional observado nas tratativas anteriores à liquidação da instituição. As informações são do Blog do Fausto Macedo, do Estadão.
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