Logo

Justiça mantém condenação de pastores pelo assassinato de Lucas Terra

Decisão unânime do magistrados do TJBA nega pedidos de anulação do caso

Por: Redação

06/03/202614:53Atualizado

A decisão que manteve fixada a condenação dos pastores Joel Miranda e Fernando Aparecido da Silva a 18 anos de reclusão, agravada para 21 anos de prisão pelo assassinato do adolescente Lucas Terra, foi comemorada pela mãe do rapaz, Marion Terra.

Foto Justiça mantém condenação de pastores pelo assassinato de Lucas Terra
Foto: Ilustrativa/Divulgação/TJ-BA

A sentença, proferida na quinta-feira (5), em Salvador, de forma unânime, pela Segunda Turma da Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), rejeitou os pedidos de anulação do processo.

“Sou uma mãe que perdeu um filho e não conseguia fechar o luto. Vinte e cinco anos. Foi como um massacre para mim, como se eu tivesse sido condenada [...] Eu sempre pedia para Deus para que não desistisse desse caso, que me desse força", contou Marion em entrevista à TV Bahia.

Como justificativa para anular o caso, a defesa dos religiosos apontou supostas irregularidades na formação do Conselho de Sentença. Agora, a dupla responderá pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Leia mais:
Terceiro suspeito de matar guitarrista da Afrocidade é preso em Camaçari
PM morre após presenciar acidente que matou a própria filha
Menina de 11 anos morre atropelada ao atravessar rodovia na Bahia


Porém, 
mesmo com a condenação, ainda há a possibilidade de que a defesa dos réus apresente embargos de declaração, ou seja, recursos utilizados para tentar esclarecer ou rediscutir pontos da decisão. Essa movimentação poderia fazer com que o processo, que já dura quase 25 anos, se arraste por ainda mais tempo.

Relembre o caso

O adolescente foi brutalmente assassinado em 2001, quando tinha apenas 14 anos, após desaparecer ao sair de uma igreja no bairro da Santa Cruz, em Salvador. Lucas foi estuprado, além de ter tido seu corpo queimado vivo e abandonado em um terreno baldio da capital baiana. Assim, pastores ligados à Igreja Universal do Reino de Deus passaram a ser apontados como suspeitos do crime.

Carlos Terra, pai do jovem, por diversas vezes protestou por justiça   Foto: Reprodução/TV Bahia

Carlos Terra, pai do jovem, por diversas vezes protestou por justiça Foto: Reprodução/TV Bahia


Este, no entanto, não é o primeiro julgamento sobre o homicídio. Em 2023, três pastores foram condenados pela morte do jovem pelo Tribunal do Júri. Porém, após a sentença, os advogados do trio apresentaram recurso de apelação alegando nulidades processuais e solicitaram a anulação do julgamento.