Defesa diz que ‘Sicário’ segue em estado grave e descarta morte cerebral
Investigado pela PF está internado em hospital de Belo Horizonte sob custódia
Por: Redação
06/03/2026 • 10:50
A defesa de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão afirmou que o estado de saúde do investigado permanece grave, mas negou que tenha sido iniciado protocolo de morte encefálica. Ele está internado no Hospital João XXIII após uma tentativa de suicídio enquanto estava sob custódia da Polícia Federal
De acordo com o advogado Robson Lucas da Silva, o paciente segue sob cuidados intensivos e monitoramento constante.
“O quadro permanece grave, com acompanhamento permanente no CTI. Não houve evolução significativa: ele não apresentou melhora, mas também não piorou”, afirmou.
O defensor relatou ainda que havia se encontrado com Mourão por volta das 14h do dia anterior ao episódio e disse que não percebeu sinais de que ele pudesse tentar tirar a própria vida.
Segundo a Polícia Federal, agentes que estavam no local prestaram os primeiros socorros após o incidente, utilizando adrenalina e um desfibrilador para tentar reanimá-lo. Em seguida, ele foi encaminhado ao hospital.
O diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, determinou a abertura de um inquérito para apurar as circunstâncias do ocorrido. A investigação inclui a análise das imagens registradas no local onde o investigado estava detido.
Na noite de quarta-feira (4), a Polícia Federal chegou a divulgar a informação de que Mourão havia morrido, mas posteriormente corrigiu o comunicado e afirmou que não havia confirmação oficial de óbito. No Brasil, o diagnóstico de morte encefálica é considerado legalmente equivalente ao falecimento.
Para a defesa, houve um “desencontro de informações” durante a divulgação inicial do caso. O advogado afirmou que, até o momento, não há indicação de abertura de protocolo de morte cerebral nem de que o quadro clínico seja irreversível.
Procurado, o hospital informou que as informações sobre o estado de saúde do paciente são geridas pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), responsável pela administração da unidade. A fundação declarou que não divulga dados de pacientes em razão da Lei Geral de Proteção de Dados.
Mais cedo, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da comissão parlamentar que investiga possíveis irregularidades no INSS, afirmou em entrevista que o episódio poderia indicar uma possível “queima de arquivo”. Questionado sobre essa hipótese, o advogado rejeitou a interpretação.
“Não acredito nessa possibilidade levantada. Ele estava custodiado e tomou essa iniciativa. Agora é preciso aguardar as apurações que estão sendo conduzidas”, declarou.
Apoio emocional
Se você ou alguém que conhece estiver enfrentando pensamentos suicidas ou momentos de grande sofrimento emocional, procure ajuda. O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio gratuito e sigiloso 24 horas por dia pelo telefone 188 ou pelo site oficial da instituição.
Relacionadas
