Dono do Banco Master admite estratégia baseada integralmente no FGC
Daniel Vorcaro afirmou à PF que modelo seguia regras vigentes do sistema financeiro
Por: Redação
25/01/2026 • 14:00
O banqueiro Daniel Vorcaro reconheceu, em depoimento à Polícia Federal, que o modelo de negócios adotado pelo Banco Master estava totalmente apoiado no Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Segundo ele, a estratégia seguia as normas então em vigor e não configurava irregularidade.
A declaração foi prestada no fim de dezembro de 2025, quando Vorcaro afirmou que a utilização do FGC fazia parte das “regras do jogo” do sistema financeiro. De acordo com o banqueiro, o problema teria surgido após o crescimento da instituição, quando, segundo sua avaliação, as regras passaram a ser alteradas.
O FGC tem como principal função proteger correntistas e investidores em situações de intervenção ou quebra de instituições financeiras. O mecanismo garante a devolução de valores aplicados em depósitos e créditos, respeitando limites estabelecidos em regulamento.
Atualmente, o fundo assegura até R$ 250 mil por CPF em cada grupo financeiro. Em situações específicas, quando uma mesma pessoa mantém recursos em diferentes instituições que entram em liquidação dentro de um intervalo de quatro anos, o teto pode chegar a R$ 1 milhão.
Durante o depoimento, Vorcaro também comentou as negociações envolvendo uma tentativa de venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB). Segundo ele, as tratativas foram conduzidas de forma técnica e acompanhadas pelo Banco Central.
Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no dia 17 de novembro de 2025, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, no momento em que se preparava para embarcar para Dubai. No mesmo dia, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, encerrando as operações da instituição
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