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Delação de Vorcaro aponta suposta propina de R$ 3 milhões para grupo de Wagner

Relato cita três formas de repasse e pagamentos de R$ 3 milhões por mês

Por: Redação

25/09/2026 • 10:13 • Atualizado

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou que um grupo político ligado ao senador Jaques Wagner (PT-BA) teria recebido R$ 3 milhões mensais em propina na Bahia. A acusação consta de uma proposta de colaboração premiada que não foi aceita pela Polícia Federal (PF) nem pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A informação foi publicada pelo UOL nesta sexta-feira (25).

Foto Delação de Vorcaro aponta suposta propina de R$ 3 milhões para grupo de Wagner
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Segundo o relato atribuído a Vorcaro, cerca de R$ 2 milhões seriam repassados mensalmente por meio de um contrato entre o Master e a PKL One, empresa ligada à exploração do Credcesta, cartão de crédito consignado para servidores públicos da Bahia. O restante, de R$ 1 milhão, seria entregue em dinheiro. O contrato prevê pagamentos na ordem de R$ 2 milhões.

A operação do Credcesta está relacionada à privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), realizada em 2018, quando Wagner era secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, durante o governo de Rui Costa (PT). A PF investiga o processo e outros vínculos envolvendo o Banco Master e integrantes do grupo político baiano.

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As autoridades rejeitaram a proposta de delação por considerarem insuficientes os elementos apresentados para confirmar as acusações. A defesa de Vorcaro não reconheceu a autenticidade do material divulgado. Já os advogados de Wagner classificaram as acusações como falsas, enquanto a defesa de Augusto Lima negou irregularidades e afirmou que o relato é fictício.