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Clínica que faz cirurgias de catarata e deixou 15 pessoas cegas para na Justiça

Cirurgias ocorreram em 26 de fevereiro deste ano

Por: Redação

23/07/202617:40Atualizado

O Instituto de Oftalmologia e Hospital de Olhos (Clivan), a cidade de Salvador e o estado da Bahia receberam, na última quarta-feira (15), ação de ajuizamento, por autoria do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA). A medida compreende as irregularidades identificadas em cirurgias de catarata realizadas no dia 26 de fevereiro de 2026. 

Fachada de clínica interditada
Foto: Ilustrativa/Reprodução/Google Street View

Durante os processos, as investigações do MPBA constataram que houve falhas sanitárias, assistenciais, organizacionais e de fiscalização, que atingiram dezenas de pacientes. No geral, 15 deles perderam totalmente a visão, seis sofreram perda visual parcial e outros necessitaram de acompanhamento prolongado e programas especializados de reabilitação visual. 

Outras vítimas ainda não foram identificadas. A ação aponta que a clínica integra a rede complementar do Sistema Único de Saúde (SUS), mantendo contrato com o Município de Salvador e credenciamentos junto ao Estado da Bahia para a realização de procedimentos oftalmológicos custeados pelo SUS. 

Mais de 130 cirurgias

Somente no dia das atividades, foram realizadas 138 cirurgias. A ação se baseou em inspeções e investigações realizadas pela Vigilância Sanitária Municipal, do Conselho Regional de Medicina a Bahia (Cremeb), Núcleo Estadual de Controle de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (Neciras) e pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs/BA). O MPBA também realizou a oitiva de pacientes que participaram das cirurgias naquele dia.

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Como restrição, o órgão solicitou, em caráter liminar, que a Justiça determine à Clivan que não realize cirurgias oftalmológicas até que seja comprovada sua regularização; preserve a documentação relacionada aos procedimentos realizados no mutirão; e garanta assistência integral às vítimas. 

Contestação a Salvador e a Bahia 

O MPBA também decretou ao Município e ao Estado que mantenham a suspensão das atividades cirúrgicas da clínica e vedem novos encaminhamentos de pacientes à unidade enquanto não comprovada a completa regularização da unidade; bem como garantam assistência integral, contínua e individualizada às vítimas. 

No mais, dentre outros pedidos, o Ministério Público solicita que, ao final do processo, os três acionados promovam a reparação integral dos danos individuais sofridos pelas vítimas e o pagamento de indenização por danos morais coletivos.