Advogados deixam júri de Sara Freitas e reacendem debate jurídico
Criminalista comenta no Portal Esfera no Rádio abandono e papel da defesa
Por: Marcos Flávio Nascimento
25/03/2026 • 14:01 • Atualizado
A saída dos advogados de defesa durante o júri do caso Sara Freitas reacendeu o debate sobre os limites da atuação da advocacia criminal no Brasil. O episódio, que chamou atenção pela repercussão, envolve a decisão dos defensores de abandonarem o plenário no meio do julgamento.
Durante entrevista ao Portal Esfera no Rádio, apresentado por Luis Ganem na Rádio Itapoan FM 97.5, nesta quarta-feira (25), o advogado criminalista Osmar Palma afirmou que a medida, embora polêmica, pode estar amparada pela legislação, especialmente em situações que envolvam risco ou falta de condições para atuação.
Defesa sob pressão e segurança em pauta
Na análise de Osmar Palma, o abandono do júri não deve ser tratado automaticamente como irregularidade. Segundo ele, o direito penal e o processual penal não existem apenas para dar respostas imediatas à sociedade, mas para garantir que o julgamento ocorra dentro das regras e com base nas provas.
O advogado destacou ainda que, em casos de grande repercussão, a pressão externa pode comprometer a atuação da defesa. Ele mencionou que a decisão pode ter sido motivada por questões de segurança, reforçando que o profissional tem o direito de se retirar quando não há condições adequadas de trabalho.
Papel da advocacia e julgamento público
Outro ponto levantado foi a percepção social sobre o advogado criminalista. Palma criticou o que chamou de criminalização da profissão, destacando que há uma confusão recorrente entre o papel do defensor e o do acusado.
Segundo ele, a atuação da defesa é essencial para garantir direitos fundamentais, independentemente da gravidade do crime. O advogado também ressaltou que muitos só compreendem a importância desse trabalho quando precisam de assistência jurídica.
