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Vorcaro diz que ACM Neto e Rueda cobravam 10% em negócios do Master

Ex-banqueiro diz que políticos teriam intermediado recursos públicos para o banco

Por: Redação

10/09/202612:19Atualizado

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em uma proposta de delação premiada, que ACM Neto e Antônio de Rueda, dirigentes do União Brasil, teriam intermediado investimentos de institutos de previdência e da Cedae no Banco Master em troca de comissões de 10%. Segundo o relato, a movimentação teria gerado uma obrigação de R$ 200 milhões com os dois políticos, mas o documento não informa quanto teria sido efetivamente pago.

Foto Vorcaro diz que ACM Neto e Rueda cobravam 10% em negócios do Master
Foto: Divulgação

De acordo com a proposta, ACM Neto e Rueda teriam atuado junto a institutos de previdência do Rio de Janeiro, Amapá e Amazonas, além da Cedae, contribuindo para a captação de cerca de R$ 2 bilhões pelo Master. Vorcaro também relatou supostos pagamentos por meio de contratos de consultoria e advocacia, além de repasses em espécie. No caso de Rueda, os contratos com seu escritório somariam aproximadamente R$ 3 milhões mensais, segundo o documento.

O ex-banqueiro citou ainda uma operação envolvendo o Banco de Brasília (BRB), em 2024. Segundo ele, seu grupo teria aportado cerca de R$ 750 milhões para ajudar o banco em um aumento de capital, enquanto o BRB comprou aproximadamente R$ 6 bilhões em carteiras do Master. Vorcaro afirmou que uma comissão de 10% teria sido cobrada sobre os valores desembolsados, com divisão entre Rueda, Paulo Henrique Costa e ACM Neto.

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As acusações foram negadas pelos políticos. Rueda afirmou ter dificuldade para se manifestar sobre um documento ao qual não teve acesso e negou irregularidades. ACM Neto classificou as informações como “absurdas, completamente fantasiosas e mentirosas”. A proposta de delação de Vorcaro já havia sido rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República por falta de informações inéditas e de garantias para devolução de valores.