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Senador critica atuação do Governo em caso da investigação sobre o Banco Master

Rogério Marinho aponta supostas conexões políticas e cobra apuração da CPMI do INSS

Por: Domynique Fonseca

12/02/202614:28Atualizado

O senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e levantou questionamentos sobre a origem e as relações políticas do Banco Master durante coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (10), no Senado Federal, em Brasília. As declarações ocorreram no contexto das investigações conduzidas pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

Foto Senador critica atuação do Governo em caso da investigação sobre o Banco Master
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Ao apresentar um balanço dos trabalhos da comissão, Marinho afirmou que a CPMI já alcançou resultados relevantes, como a interrupção de descontos associativos considerados indevidos e a devolução de valores a aposentados prejudicados. Segundo ele, mesmo diante de obstáculos, como pedidos de habeas corpus e apresentação de atestados médicos por parte de convocados, a comissão tem avançado na apuração dos fatos.

“O papel da CPMI é votar convocações, organizar cronogramas e buscar esclarecimentos. Mesmo com tentativas de evitar depoimentos, já conseguimos resultados concretos”, declarou o senador.

Questionamentos sobre o Banco Master

 

Durante a coletiva, Marinho também direcionou críticas ao que classificou como uma relação “no mínimo curiosa” entre integrantes do governo e o Banco Master. O parlamentar citou operações realizadas na Bahia, ainda na gestão estadual do atual ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), como ponto inicial do que considera ser a origem do banco.

O senador mencionou a venda de uma estatal baiana ligada ao fornecimento de cestas básicas para servidores públicos e afirmou que a operação teria evoluído para um modelo de crédito consignado, posteriormente expandido para outros estados. Segundo ele, esse processo teria contribuído para a consolidação da instituição financeira.

Marinho ainda questionou contratações feitas pelo banco e reuniões envolvendo integrantes do governo federal e representantes do setor financeiro. Para o senador, os fatos precisam ser esclarecidos pela CPMI. Ele também criticou declarações do presidente Lula sobre o histórico de investigações no sistema bancário brasileiro.

O parlamentar foi enfático quando associou o caso a episódios anteriores de corrupção investigados em gestões petistas, como o mensalão e a Operação Greenfield, além de mencionar a crise econômica enfrentada pelo país em anos anteriores.

Marinho rebateu, ainda, a narrativa de que irregularidades no INSS teriam origem no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmando que a comissão tem identificado responsabilidades que, segundo ele, estariam ligadas a estruturas formadas ao longo de governos do PT.

“O parlamento precisa trazer luz aos fatos e apontar responsabilidades”, afirmou.