Caso Banco Master: Zema critica ministros do STF e convoca ato da direita
Governador de Minas também atacou supersalários do Judiciário
Por: Redação
23/02/2026 • 18:49 • Atualizado
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), publicou neste domingo (22) um vídeo nas redes sociais com críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, em meio às discussões referente ao caso do Banco Master.
Na gravação, Zema questionou a atuação de Toffoli em processos relacionados ao sistema financeiro e levantou dúvidas sobre a participação do ministro em negócios privados no passado, citando o resort Tayayá, no Paraná, do qual ele foi sócio até 2025.
“O Toffoli já saiu do caminho, mas me responde uma coisa: como é que alguém vai julgar um banco do qual ele mesmo era sócio? E mais, como é que um ministro que sempre viveu de salário público arruma dinheiro para ser sócio de um resort de luxo?”, declarou.
Supersalários e ato na Av. Paulista
O governador também direcionou críticas aos chamados “supersalários” no Judiciário, que ultrapassam o teto constitucional do funcionalismo público. Segundo ele, benefícios adicionais e remunerações elevadas contrastam com a realidade econômica da população brasileira.
“Ministro com investimento milionário; autoridade com contrato de R$129 milhões, supersalários que passam de 200 mil reais; auxilio gasolina; auxilio viagem; auxílio Iphone. E sabe o que é mais revoltante? O Brasil está na posição noventa no mundo quando o assunto é renda do povo, mas está entre os cinco primeiros quando o assunto é salário alto para aos privilegiados”, afirmou.
As declarações ocorrem semanas após o ministro Flávio Dino suspender os chamados “penduricalhos” salariais no serviço público dos Três Poderes.
Zema ainda aproveitou o vídeo para convocar apoiadores para a manifestação marcada para o dia 1º de março, na Avenida Paulista, em São Paulo, organizada por grupos da direita.
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