Fachin arquiva pedido de suspeição contra Toffoli no caso Master
Ministro saiu da relatoria do caso, mas mantém direito de participar de julgamentos
Por: Redação
23/02/2026 • 08:40 • Atualizado
O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou a arguição de suspeição apresentada contra o ministro Dias Toffoli no âmbito do caso Master. O processo havia sido aberto em 10 de fevereiro, após a Polícia Federal entregar relatório de investigação no qual o nome de Toffoli aparecia em menções encontradas no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
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A decisão de arquivar a suspeição foi tomada no dia 12 de fevereiro, quando Toffoli deixou a relatoria do caso. Todos os dez ministros do STF assinaram o documento após reunião, confirmando que, embora Toffoli tenha saído da relatoria, ele não será declarado suspeito e poderá participar de eventuais julgamentos relacionados ao processo.
Segundo o STF, a reunião que definiu a saída de Toffoli da relatoria durou quase três horas e ocorreu em sala fechada para discutir o relatório da PF. Os ministros entenderam que não havia cabimento para a arguição de suspeição, conforme prevê o art. 107 do Código de Processo Penal e o art. 280 do Regimento Interno do STF.
Durante a reunião, Fachin ouviu Toffoli sobre o conteúdo do material sigiloso, que menciona negociações envolvendo um resort no Paraná relacionado ao caso Master. Toffoli confirmou ser sócio do resort, mas afirmou não ter qualquer relação com Daniel Vorcaro ou seus familiares. O ato formal de arquivamento foi publicado por Fachin no sábado (21/2), embora a decisão já estivesse tomada desde o dia 12.
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