Erika Hilton aciona MPF contra novo recurso de localização do Instagram
Deputada pede suspensão da ferramenta e alerta para riscos à segurança dos usuários
Por: Marcos Flávio Nascimento
11/06/2026 • 11:14
A deputada federal Erika Hilton (PSOL) anunciou nesta quarta-feira (11) que acionará o Ministério Público Federal (MPF) para pedir a suspensão imediata do novo recurso do Instagram que permite o compartilhamento de localização em tempo real por meio de um mapa dentro da plataforma.
A manifestação foi publicada nas redes sociais da parlamentar, que classificou a funcionalidade como uma medida “completamente irresponsável” e afirmou que a ferramenta pode expor milhões de brasileiros a situações de risco.
Segundo Erika, a preocupação envolve principalmente mulheres, crianças e idosos, além de pessoas que convivem com usuários que optaram por compartilhar a localização em tempo real. Para a deputada, um erro na configuração do aplicativo pode resultar na exposição indevida de dados sensíveis.
“Um clique errado e a localização é compartilhada”, escreveu a parlamentar ao justificar o pedido de intervenção do MPF.
A deputada também criticou o processo de ativação do recurso, alegando que o menu apresentado pelo aplicativo seria confuso e poderia induzir usuários a autorizarem o compartilhamento sem compreender totalmente as implicações da ferramenta.
Parlamentar aponta riscos de perseguição e violência
Na publicação, Erika Hilton afirmou que a nova função pode ampliar riscos relacionados à privacidade e à segurança digital. Entre os possíveis impactos citados por ela estão casos de stalking, perseguição, roubos, violência sexual e outros crimes.
🚨 Estou acionando o Ministério Público Federal e pedindo a suspensão IMEDIATA da nova função do Instagram que compartilha a localização dos usuários AO VIVO em um mapa.
— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) June 11, 2026
Um clique errado e a localização é compartilhada.
Isso coloca em risco mulheres, crianças e pessoas idosas.… pic.twitter.com/xGYR2gZthD
Outro ponto levantado pela parlamentar é a forma como a plataforma determina a localização dos usuários. Segundo ela, mesmo quando o GPS está desativado, o aplicativo pode utilizar outros sinais para identificar a posição aproximada do usuário.
“O Instagram está alardeando, abertamente, que se não tiver acesso à localização via GPS, usará o sinal de internet para descobrir a localização do usuário”, afirmou.
A deputada argumenta que uma ferramenta com esse potencial de monitoramento deveria passar por avaliações mais rigorosas antes de ser disponibilizada aos usuários.
Pedido inclui suspensão imediata da funcionalidade
Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, Erika Hilton afirmou que o caso exige atenção das autoridades e cobrou posicionamentos de setores que costumam defender pautas relacionadas à proteção de crianças, famílias e mulheres.
Enquanto o pedido de suspensão não é analisado, a parlamentar recomendou que usuários revisem as configurações de privacidade do Instagram e desativem o compartilhamento de localização caso não desejem utilizar o recurso.
A deputada também orientou pais e responsáveis a verificarem os celulares de crianças, adolescentes e idosos para evitar a exposição involuntária de informações de localização.
Até o momento, o Instagram não se manifestou sobre o posicionamento da parlamentar nem sobre o pedido que será encaminhado ao Ministério Público Federal.
