Logo

Broncopneumonia bilateral: Conheça a doença que levou Bolsonaro à UTI

Ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro relatou que o ex-presidente já deixou o setor

Por: Redação

16/03/202617:30Atualizado

Um novo boletim médico divulgado nesta segunda-feira (16), pelo Hospital DF Star, indica que o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro apresentou melhora clínica e laboratorial ao longo das últimas 24 horas. Segundo, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o marido deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Bolsonaro
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Para a equipe médica, houve recuperação da função renal e melhora parcial de marcadores inflamatórios, “denotando resposta favorável à antibioticoterapia instituída”.

"Seguimos confiantes de que ele vai vencer mais esse momento. Obrigada por todo o carinho e pelas orações", acrescentou Michelle por meio de publicação no Instagram.


Leia mais:
Bolsonaro melhora função renal, mas marcadores inflamatórios sobem
Flávio Bolsonaro reage a críticas após agenda política em Rondônia
Bolsonaro tem piora na função renal, mas segue estável na UTI

Sobre a Internação

O ex-presidente está detido na Papudinha (prédio no Complexo Penitenciário da Papuda), onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses, por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados. Na última sexta-feira (13), ele passou mal e foi levado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital DF Star, com febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.


O que é broncopneumonia bacteriana

Nas últimas semanas, o ex-presidente confirmou que estava com broncopneumonia, ou seja, uma infecção pulmonar que afeta bronquíolos e alvéolos em múltiplos focos espalhados pelos pulmões, provocando sintomas como tosse com catarro, febre e falta de ar.

Para entender mais sobre o caso, o Portal Esfera conversou com o pneumologista Guilhardo Fontes Ribeiro.

"Embora as doenças virais antecedam geralmente as pneumonias bacterianas, a variante aspirativa surge como um quadro crítico, especialmente em pacientes com transtornos de deglutição ou alteração no nível de consciência. Nesses casos, a aspiração de conteúdo pode evoluir para uma pneumonia ou broncopneumonia bilateral. A gravidade do quadro é multifatorial: depende do estado geral do paciente, de suas comorbidades e da natureza do material aspirado, seja suco gástrico ou restos alimentares. Esses elementos definem o prognóstico e o nível de comprometimento pulmonar", detalha.

A gravidade da doença atinge diferentes públicos, a qual pode ser grave principalmente em pessoas idosas, bebês, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas ou imunidade baixa: "O direcionamento terapêutico na pneumonia aspirativa é determinado pelo material inalado, exigindo, quase sempre, o uso de antibióticos de largo espectro. Essa abordagem é necessária para cobrir uma vasta gama de microrganismos, incluindo bactérias anaeróbicas que, apesar de menos comuns, produzem um odor característico na secreção."

“Em períodos de mudanças bruscas de temperatura, a incidência de pneumonia se eleva, consolidando-se como uma das principais causas de morte por doenças infecciosas, particularmente em crianças menores de cinco anos e idosos, cuja fragilidade imunológica e doenças associadas, como diabetes e problemas cardíacos, dificultam o controle da infecção.", concluiu o profissional.