Bolsonaro tem piora na função renal, mas segue estável na UTI
Ex-presidente trata pneumonia bilateral na UTI do DF
Por: Redação
14/03/2026 • 15:52 • Atualizado
Internado no hospital DF Star, em Brasília, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresenta um quadro clínico estável, embora novos exames tenham apontado uma piora na função renal e o aumento de marcadores inflamatórios. Segundo o boletim médico divulgado neste sábado (14), Bolsonaro segue em tratamento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para combater uma broncopneumonia bacteriana bilateral, sem previsão de alta.
O ex-presidente, que cumpre pena no complexo da Papuda desde janeiro, foi transferido para a unidade hospitalar na manhã de sexta-feira (13) após apresentar sintomas graves, como febre alta, calafrios, sudorese intensa e queda na saturação de oxigênio. O tratamento atual inclui o uso de antibióticos e hidratação por via intravenosa, além de sessões de fisioterapia motora e respiratória para evitar complicações como a trombose.
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Documentos da unidade prisional indicam que, no dia anterior à internação (12), Bolsonaro apresentava bom estado de saúde e chegou a caminhar 5 km. Contudo, durante a noite, começou a manifestar crises de soluço. Relatos apontam que ele teria recusado medicação inicial, optando por aguardar o término de uma partida de futebol. A rápida deterioração do quadro nas horas seguintes motivou a transferência emergencial para o hospital.
Família e aliados
O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, em evento em Rondônia, que o estado do pai era crítico no momento da remoção. Citando o médico Leandro Echenique, o parlamentar declarou que o ex-presidente "escapou por pouco" e que um atraso maior no socorro poderia ter levado a uma infecção generalizada. Flávio também relembrou episódios anteriores de saúde do pai sob custódia, criticando decisões judiciais que, segundo ele, retardaram atendimentos passados.
A deputada federal Bia Kicis (PL) também visitou o hospital e reforçou a necessidade de cautela. Em vídeo publicado nas redes sociais, a parlamentar afirmou que, embora Bolsonaro tenha apresentado melhora em relação ao momento da chegada quando apresentava severa dificuldade respiratória, o organismo ainda precisa reagir à forte infecção bacteriana.
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