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UA impõem novas taxas ao Brasil por trabalho forçado; veja itens isentos

As tarifas adicionais serão de 12,5%

Por: Redação

03/06/202615:30

governo de Donald Trump recomendou,  nesta terça-feira (2), em novo relatório produzido pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), a aplicação de uma nova tarifa de 12,5% sobre os produtos brasileiros. Para justificar a ação, Washington acusa o Brasil de manter trabalho forçado na produção de gado e incluiu o país na lista de nações que falham em coibir que produtos sejam exportados nesse cenário.

O presidente dos EUA, Donald Trump
Foto: Reprodução/Instagram @realdonaldtrump

Mesmo com a taxa adicional aos 25% anunciados pelo USTR anteriormente, o governo Trump pretende deixar de fora da lista itens como a carne bovina brasileira, os aviões, o café, o suco de laranja, o petróleo e as terras raras e metais.

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Os EUA anunciaram a conclusão da investigação nesta terça. Outros 60 países além do Brasil estavam no radar do relatório, a exemplo da China, pois, na visão dos norte-americanos, essas nações não adotam ferramentas suficientes para proibir a entrada de produtos ligados ao trabalho forçado em seu território. 

Em complemento, a pecuária brasileira foi citada como exemplo no relatório, segundo o portal Metro1, ao afirmar que há ampla documentação sobre o uso dessa prática no setor. O escritório destaca pesquisas independentes e listas oficiais do governo dos EUA como base da acusação.

Competitividade dos EUA

Dentro do mercado chinês, o avanço comercial da carne bovina dos EUA foi contido pela concorrência com produtos derivados de trabalho forçado, aponta o relatório. O documento indica ainda que as exportações e o faturamento norte-americanos seriam maiores na China se houvesse punições globais mais severas à prática do trabalho forçado.

Apesar do cenário crítico, diferentes tipos de carnes congeladas ficaram de fora das novas tarifas aplicadas pelo governo Trump.

Para embasar as sanções, o texto adota os parâmetros da OIT, que classifica o trabalho forçado como atividade sob coação, realidade que atinge 27,6 milhões de pessoas no mundo.