Sob cobrança, EUA afirmam apoiar eleições livres no Brasil
País apoia o direito dos brasileiros de escolher um presidente, porém não assume compromisso de reconhecer o resultado das urnas
Por: Ana Clara Cunes
17/10/2026 • 17:20
O governo dos Estados Unidos afirmou que apoia o direito aos brasileiros de um processo eleitoral livre e justo, mas não deixou explícito se vai respeitar o resultado do segundo turno das eleições presidenciais. A posição consta de uma carta datada de 15 de outubro.
Na mesma carta, os EUA defenderam as medidas adotadas contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a classificação do candidato à presidência da república, Flávio Bolsonaro, das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como terroristas.
O documento foi enviado pelo Departamento de Estado à deputada Delia Ramirez. Em 24 de setembro, ela liderou o envio de outra carta ao órgão, escrita por parlamentares americanos, questionando a atuação do governo Trump em relação ao Brasil. Na correspondência, o grupo também cobrou de Washington o compromisso de respeitar o resultado das eleições brasileiras.
Apesar de declarar apoio a eleições livres e justas, a resposta não assume expressamente o compromisso de reconhecer o resultado certificado da disputa presidencial brasileira, como haviam solicitado os parlamentares. O texto também não apresenta uma justificativa para a revogação do visto do embaixador brasileiro em Washington, outro ponto questionado na correspondência de setembro.
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