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Sem vice definido, Novo oficializa candidatura de Romeu Zema à Presidência

Político acumula dois mandatos seguidos no comando do governo mineiro

Por: Redação

27/07/202616:35Atualizado

A convenção nacional do Novo confirmou, nesta segunda-feira (27), a candidatura do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, à Presidência da República. O ato, realizado em Brasília, oficializou o político como representante da legenda na disputa pelo Palácio do Planalto, depois de dois mandatos consecutivos no comando do Executivo mineiro.

Romeu Zema
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A definição do candidato a vice-presidente, entretanto, permanece em aberto. No sábado (25), Zema informou que o Novo avalia convidar o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, para integrar a chapa. A composição deverá ser anunciada até 5 de agosto, prazo final para a realização das convenções partidárias.

Ao longo do discurso nesta segunda,  Zema apresentou propostas que pretende colocar em prática caso seja eleito presidente da República. Entre elas, estão:

  • Acabar com o que classificou como a "farra dos intocáveis", em referência às críticas direcionadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a autoridades que, segundo ele, não são responsabilizadas por seus atos;
  • Adotar medidas de combate à corrupção, com a promessa de manter uma gestão sem favorecimento a familiares, aliados ou grupos políticos;
  • Reforçar a soberania nacional, associando essa proposta ao enfrentamento do crime organizado em áreas dominadas por facções;
  • Enquadrar facções criminosas como organizações terroristas;
  • Construir um "superpresídio" em uma região remota, "de preferência no meio da Amazônia", para receber líderes de facções criminosas;
  • Manter chefes do crime organizado presos por longos períodos. Segundo Zema, esses criminosos "vão mofar por pelo menos 25 anos".

Quem é o político?

Administrador de empresas, Zema ingressou na política em 2018, ano em que se filiou ao Novo e foi eleito governador de Minas Gerais. Reeleito em 2022, conduziu uma gestão marcada por medidas de ajuste fiscal, redução da estrutura administrativa, contenção de despesas e defesa de privatizações.

No segundo mandato, ampliou sua participação no debate político nacional e consolidou seu nome como principal aposta do partido para a sucessão presidencial.