Datafolha aponta que maioria dos brasileiros se identificam com a direita
Segundo a pesquisa, 44% da população caminha com a direita enquanto 39% apoiam a esquerda
Por: Micaele da Matta
04/07/2026 • 10:18 • Atualizado
Com margem de erro de dois pontos para mais ou menos, a pesquisa feita pelo Datafolha, nesta sexta-feira (03), apontou que pela primeira vez desde 2014, quando Dilma Rousseff (PT) era presidente, a maioria dos brasileiros se identificam à direita. Dos resultados, 44% se mostraram favoráveis à direita, para 39% que apoiam a esquerda.
Realizada entre os dias 17 e 18 de junho, foram ouvidas 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em 139 municípios brasileiros. O nível de confiança é de 95% e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-09956/2026.
Para chegar nesse resultado, foram registradas a soma de "direita" e "centro-direita" e, no outro lado, de "centro-esquerda" com "esquerda": Confira os números:
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Direita: 15%;
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Centro-direita: 29%;
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Centro: 17%;
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Centro-esquerda: 26%;
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Esquerda: 13%.
O cenário ideológico dos brasileiros mudou em relação a 2022, onde o Datafolha mensurou que a esquerda era preferência com 49% e a direita apenas com 34%. Em detalhes, o instituto destaca que esta é a primeira vez desde 2014, quando Dilma Rousseff (PT) era presidente, que a direita aparece à frente da esquerda. Na época, a direita tinha 45% das inclinações, enquanto a esquerda, 35%.
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Sobre os critérios avaliados:
De acordo com o instituto, economia e questões de comportamento fazem parte dos critérios analisados. Este segundo, conforme o instituto, apresenta mudança em relação a 2022.
A direita passou de 39% para 52%, enquanto a esquerda, de 42% para 29%. Em 2026, outros 20% se colocam ao centro.
Também houveram mudanças em relação aos temas de segurança e costumes, como o apoio ao direito de possuir uma arma legalizada: que passou de 35% para 41%, e a defesa da proibição da posse, que foi de 63% para 55%.
Assim como ocorreu na visão sobre a pobreza, em que 40% coloca a "preguiça de pessoas que não querem trabalhar" como motivo principal (antes eram 22%), enquanto 58% creditam à falta de oportunidades iguais (eram 76%), demarcando uma mudança de percepção social entre os brasileiros.
