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Lula ignorou alerta do Planalto e exaltou Jaques Wagner na Bahia

Segundo revista, auxiliares recomendaram distanciamento após operação da PF contra senador

Por: Redação

03/07/202609:38Atualizado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contrariou uma orientação de auxiliares do Palácio do Planalto e fez um gesto público de apoio ao senador Jaques Wagner (PT-BA) durante agenda em Salvador, na última quarta-feira (2). A informação foi divulgada pela revista Veja.

Foto Lula ignorou alerta do Planalto e exaltou Jaques Wagner na Bahia
Foto: Divulgação / Assessoria

Segundo a publicação, integrantes do governo recomendaram que Lula mantivesse uma postura mais discreta em relação ao senador baiano após a 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que teve Wagner como alvo.

A avaliação de interlocutores do presidente era de que demonstrações públicas de proximidade poderiam provocar desgaste político em um momento de articulações para a campanha à reeleição.

Mesmo diante da recomendação, Lula decidiu prestigiar o aliado durante discurso na capital baiana.

Presidente chama Wagner de "irmão"

Ao discursar em um evento oficial, Lula destacou a longa relação política e pessoal construída com lideranças da Bahia, incluindo Jaques Wagner.

O presidente afirmou que a amizade entre os dois ultrapassa a atuação partidária.

"Tem pouca coisa que a gente não escolhe na Bahia. A gente não escolhe pai, mãe, irmão. A gente escolhe companheiros, e aqui na Bahia eu tenho companheiros de longa data", disse.

Na sequência, Lula reforçou o vínculo com o senador.

"A verdade é que nem todo irmão é um amigo, mas todo amigo é um irmão", afirmou, ao citar Wagner, além do ministro Rui Costa, do governador Jerônimo Rodrigues e do senador Otto Alencar.

Planalto temia desgaste político

De acordo com a Veja, o conselho dado ao presidente foi motivado pelos desdobramentos da investigação conduzida pela Polícia Federal.

Auxiliares defendiam que Lula evitasse aparições públicas ao lado de Wagner até que o cenário fosse esclarecido, reduzindo possíveis impactos políticos sobre o governo.

Apesar disso, o presidente optou por manter o tom de proximidade e fez questão de mencionar o senador em seu discurso.