ACM Neto se pronuncia após pedido de busca da PF
Ministro do STF negou medida, e candidato classificou caso como eleitoral
Por: Redação
17/09/2026 • 16:30 • Atualizado
O candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) se pronunciou nesta quinta-feira (17) após a Polícia Federal pedir autorização para realizar uma busca e apreensão relacionada a ele no âmbito da 10ª fase da Operação Overclean. O pedido foi negado pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou não haver base legal suficiente para autorizar a medida.
Em nota, Neto negou envolvimento nos fatos investigados e afirmou que a divulgação do pedido representa uma tentativa de interferência no processo eleitoral. Segundo a PF, a apuração envolve suspeitas de direcionamento de licitações na área de Educação de Belo Horizonte e investiga se o político participou da indicação de Bruno Barral para a secretaria municipal com o objetivo de favorecer empresários em contratos públicos.
A investigação também apura possíveis relações entre o grupo político e empresários investigados na Overclean. Barral, que foi secretário de Educação de Salvador durante a gestão de Neto, está entre os alvos da operação, assim como o empresário José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, e os irmãos Fábio e Alex Parente. A PF analisa contratos firmados entre 2024 e 2025 que, somados, ultrapassam R$ 80 milhões.
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Neto afirmou ainda que nunca teve relação com os fatos apurados e disse considerar a decisão do STF uma confirmação da inconsistência das suspeitas. A 10ª fase da Overclean cumpre 24 mandados de busca e apreensão em seis estados e investiga, em tese, crimes contra a administração pública, fraude em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Confira a nota na íntegra:
“Fica cada vez mais clara a tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento.
Na semana passada, convoquei uma coletiva de imprensa para denunciar esse tipo de ataque à nossa candidatura. Agora, faltando apenas duas semanas para a eleição, isso se mostra ainda mais evidente. Trata-se de uma nova tentativa de influenciar na Eleição da Bahia.
A Operação Overclean começou em dezembro de 2024 e, nesses quase dois anos, nunca houve o apontamento de qualquer tipo de conduta que me relacionasse à prática de ato ilícito. E não houve justamente porque não tenho nenhuma relação com qualquer dos fatos que estão sendo investigados. A completa e total inconsistência dessas insinuações foi confirmada pela decisão do STF, que indeferiu o pedido formulado na representação, conforme divulgado pela imprensa. Temos a chance de, em 17 dias, vencer um grupo político que controla o governo do estado há 20 anos e que já demonstrou que é capaz de fazer qualquer coisa para se manter no poder, tentando inclusive usar as estruturas de Estado para interferir no resultado da eleição. Nada disso vai me abalar e nem me desviar do meu propósito de servir ao povo da Bahia.
Seguirei rodando o Estado, divulgando minhas propostas de governo e dialogando com a população, até o dia 4 de outubro, quando o povo terá oportunidade de dar uma resposta nas urnas.”
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