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ACM Neto é investigado pela PF em nova fase da Overclean

Ex-secretário de BH e “Rei do Lixo” estão entre alvos de buscas

Por: Redação

17/09/2026 • 10:22 • Atualizado

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (17), a décima fase da Operação Overclean, que investiga suspeitas de fraudes em contratos da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte. Entre os alvos estão o ex-secretário municipal Bruno Barral, o empresário José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, e os irmãos Fábio e Alex Parente. A investigação também alcança ACM Neto (União Brasil), candidato ao governo da Bahia e vice-presidente nacional do partido, que é formalmente investigado.

Foto ACM Neto é investigado pela PF em nova fase da Overclean
Foto: Reprodução / União Brasil

Segundo a apuração, a PF suspeita que ACM Neto tenha participado da indicação de um secretário para a Prefeitura de Belo Horizonte com o objetivo de favorecer empresários em licitações públicas. A corporação chegou a solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para realizar buscas contra o político, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. O pedido, porém, foi negado pelo ministro Nunes Marques, relator do caso, por considerar que não havia base legal suficiente para a diligência.

Ao todo, são cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo. A operação investiga contratações realizadas entre 2024 e 2025 para fornecimento de serviços e materiais didáticos, incluindo ao menos três contratos que, juntos, ultrapassam R$ 80 milhões. Bruno Barral, que já havia sido afastado da Secretaria de Educação de Belo Horizonte em uma fase anterior, foi secretário de Educação de Salvador durante a gestão de ACM Neto.

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A PF apura se empresas ligadas aos investigados foram favorecidas nas contratações e se houve direcionamento dos procedimentos ou pagamento de vantagens indevidas. Os fatos podem configurar crimes contra a administração pública, fraude em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações continuam, e as suspeitas ainda não representam conclusão de responsabilidade criminal dos envolvidos.